
O banco de perfis genéticos da Polícia Científica do Espírito Santo já contribuiu para a identificação de 34 pessoas desaparecidas, desde o início da coleta de DNA de familiares. Atualmente, o sistema reúne 352 famílias, 450 familiares de desaparecidos e 550 perfis de pessoas sem identificação, vivas ou mortas.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24), durante a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que segue até sexta-feira (28). A iniciativa é realizada pela Polícia Científica e pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A coleta é gratuita, rápida e indolor, feita com um cotonete na parte interna da bochecha. Os perfis são inseridos no banco e comparados com registros de pessoas sem identificação. O sistema permite confrontos com dados de outros estados e, em alguns casos, até internacionalmente. Dos 34 casos já solucionados, cinco envolveram pessoas encontradas fora do Espírito Santo.
A identificação pode ocorrer mesmo anos após a coleta, quando um novo perfil é inserido no sistema. O material genético também pode ajudar a esclarecer desaparecimentos e indicar possíveis crimes, como homicídios com ocultação de cadáver.
A Polícia orienta que, preferencialmente, participem da coleta parentes de primeiro grau, como pais, filhos e irmãos. Também podem ser levados objetos de uso pessoal do desaparecido, como escova de dentes, aparelho de barbear ou dente de leite.
Para realizar o procedimento, é necessário apresentar o boletim de ocorrência do desaparecimento e um documento com foto. O registro pode ser feito na Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas ou em uma unidade da Polícia Civil.
No Espírito Santo, a coleta é realizada no Laboratório de DNA Forense, em Vitória, e nos Serviços de Medicina Legal de Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Venda Nova do Imigrante.
As autoridades também reforçam que não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. A orientação é procurar a polícia assim que a família perceber que a pessoa saiu da rotina habitual e não foi localizada.





