
O Espírito Santo acelerou o ritmo da economia no primeiro semestre de 2026 e cresceu mais que o dobro da média brasileira. O PIB capixaba avançou 4,8% entre janeiro e junho, enquanto o país registrou alta de 1,9%.
O resultado foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 10,9%, com forte participação da indústria extrativa. A produção de petróleo disparou 46,3% e a de gás natural aumentou 98,4%. A produção de pelotas de minério de ferro também avançou, com altas de 28% na Vale e 8% na Samarco.
O setor de serviços teve crescimento de 2,9% no semestre, enquanto o comércio varejista ampliado avançou 5,8%. Já a indústria de transformação recuou 2,8%, pressionada principalmente pelas quedas na produção de alimentos e de celulose.
Na agropecuária, o resultado acumulado foi negativo, com retração de 0,4%. Apesar disso, o setor reagiu no segundo trimestre e cresceu 4,9%.
Entre abril e junho, a economia capixaba avançou 1,9% na comparação com o trimestre anterior e 4,7% frente ao mesmo período de 2025. O PIB chegou a R$ 72,1 bilhões no trimestre e acumulou R$ 259,2 bilhões em quatro trimestres.
Os números foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com base em dados do IBGE. O desempenho coloca o Espírito Santo entre os estados com maior ritmo de expansão econômica no período, mas também evidencia a forte dependência do Estado da indústria extrativa, especialmente de petróleo, gás e minério.





