
A chuva intensa que atingiu Vila Velha entre a noite de sexta-feira (2) e a madrugada deste sábado (3) colocou à prova o sistema de drenagem do município. Foram mais de 100 milímetros em poucas horas, volume que, em outros períodos da história da cidade, poderia representar grandes enchentes, casas tomadas pela água e famílias perdendo colchões, sofás, geladeiras e outros bens conquistados ao longo de anos. Desta vez, porém, o cenário foi diferente.
Em uma projeção baseada no histórico das regiões anteriormente atingidas pelas enchentes, mais de 25 mil famílias poderiam estar neste momento enfrentando água dentro de casa e prejuízos materiais. O impacto social seria ainda maior, com moradores deixando temporariamente suas residências e dependendo da ajuda do poder público. A infraestrutura implantada nos últimos anos ajudou a impedir que esse cenário se repetisse.
Durante o pico da chuva, houve pontos de alagamento em algumas vias, mas, segundo o prefeito Arnaldinho Borgo, foram situações pontuais e rapidamente controladas pelo sistema de drenagem. As estações de bombeamento entraram em operação para acelerar o escoamento e impedir que o acúmulo de água evoluísse para as grandes enchentes registradas no passado.
“Tivemos alguns pontos de alagamento durante o pico da chuva, porque foi um volume muito grande de água em pouco tempo. Mas foram situações pontuais e a água baixou rapidamente. As estações de bombeamento responderam com eficiência e fizeram a drenagem, evitando que esses alagamentos se transformassem nos grandes problemas que Vila Velha enfrentava no passado”, afirmou Arnaldinho.
A resposta ganha ainda mais importância nas áreas historicamente vulneráveis, principalmente na Grande Cobilândia. Durante décadas, chuva forte era motivo de apreensão na região, com ruas tomadas pela água, imóveis atingidos e dificuldades de acesso. Mesmo diante dos mais de 100 milímetros registrados nesta madrugada, essas cenas não se repetiram.
Segundo o prefeito, além da capacidade de drenagem demonstrada pelas estações, outro resultado importante foi não haver famílias atingidas dentro de suas residências. “As estações de bombeamento funcionaram, responderam muito bem e conseguiram fazer a drenagem da água. Tivemos uma chuva muito forte, acima de 100 milímetros, mas, graças a Deus, não tivemos água entrando nas casas e nenhuma família precisou sair de sua residência”, afirmou.
Grande Cobilândia vive outra realidade
A mudança observada na Grande Cobilândia está diretamente relacionada aos investimentos em macrodrenagem realizados pelo Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Vila Velha. A região, que esteve durante anos entre as mais castigadas pelas enchentes, passou a contar com uma infraestrutura projetada para acelerar a retirada da água nos períodos de chuva intensa.
Somente o Sistema de Bombeamento de Águas Pluviais da Grande Cobilândia recebeu aproximadamente R$ 42 milhões em investimentos estaduais. As EBAPs Cobilândia e Marilândia, juntamente com a Galeria Marilândia, possuem capacidade inicial para bombear 72 milhões de litros de água por hora e podem chegar a 108 milhões de litros por hora com a ampliação do sistema.
A rede ganhou ainda outras estruturas. A EBAP Laranja, inaugurada em 2024, possui capacidade inicial de 72 milhões de litros por hora, podendo alcançar 81 milhões, e auxilia na drenagem do Córrego Campo Grande, Rio Marinho e da bacia de Guaranhuns. É uma infraestrutura dimensionada para dar vazão a grandes volumes de água justamente em momentos críticos como o enfrentado pelo município nesta madrugada.
Para Arnaldinho, o resultado mostra o impacto dos investimentos realizados nos últimos anos. “Quem conhece a história de Vila Velha sabe o que uma chuva dessa intensidade significava anos atrás. Eram casas alagadas, famílias preocupadas e pessoas precisando deixar suas residências. Hoje temos estações funcionando e um sistema preparado para responder. É resultado de planejamento, investimento e parceria da Prefeitura com o Governo do Estado”, destacou.
Mais de 100 mm e um cenário diferente do passado
O temporal desta madrugada estabeleceu uma comparação direta com o passado. Mais de 100 milímetros em poucas horas representam uma quantidade expressiva de água sobre uma cidade densamente ocupada e com regiões naturalmente baixas. Durante anos, episódios dessa magnitude eram suficientes para provocar grandes transtornos, principalmente na Grande Cobilândia.
Desta vez, houve pontos de alagamento durante os momentos mais críticos, mas a água foi drenada e, segundo as informações da administração municipal, o problema não evoluiu para residências invadidas ou famílias deixando suas casas. O funcionamento das estações demonstrou, diante de uma situação real de chuva extrema, a importância das obras de macrodrenagem executadas nos últimos anos.
Isso não significa que Vila Velha esteja definitivamente livre de pontos de alagamento. A manutenção de canais, galerias e estações precisa ser permanente, e novos investimentos continuam necessários nos locais onde ainda existem dificuldades de escoamento. O temporal deste sábado, no entanto, submeteu a estrutura existente a um teste importante.
O contraste com o passado é significativo. Em vez de milhares de famílias enfrentando água dentro de casa, perda de móveis e o drama de abandonar temporariamente suas residências, uma chuva superior a 100 milímetros encontrou uma cidade com maior capacidade de resposta. Na Grande Cobilândia, especialmente, as estações evidenciaram como os investimentos do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Vila Velha, contribuíram para mudar uma realidade que durante décadas assombrou a população.
“Estamos vivendo um outro momento e, graças a Deus e a um bom planejamento, o assombro do alagamento encontrou uma engenharia eficiente e não causou maiores problemas. As estações de bombeamento estão funcionando na sua totalidade”, concluiu o prefeito Arnaldinho Borgo.





