
A Casa Rosa, em Vitória, completou cinco anos de funcionamento na última quarta-feira (28), com mais de 21 mil atendimentos realizados e 1,6 mil famílias acompanhadas. Durante a comemoração, a Prefeitura anunciou a aquisição de um novo robô terapêutico, batizado de Maria Rosa, que será utilizado para contribuir com o acolhimento oferecido pelo serviço.
A tecnologia é inspirada na experiência da robô Maria Vitória, utilizada no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Caps i). A proposta é ampliar as ferramentas de atendimento e tornar o acolhimento das mulheres e famílias em situação de violência ainda mais humanizado.
A cerimônia também marcou a apresentação dos resultados alcançados pelo serviço e reuniu representantes de instituições que integram a rede de proteção, como o Ministério Público do Espírito Santo e a Defensoria Pública, além de autoridades municipais e lideranças comunitárias.
Ampliação do atendimento
Ao longo dos cinco anos de funcionamento, a Casa Rosa ampliou sua estrutura física com a implantação de mais quatro salas de atendimento. A mudança busca melhorar as condições de acolhimento e ampliar a capacidade de acompanhamento das pessoas atendidas.
O espaço conta com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeira e técnico de enfermagem. O atendimento inclui escuta especializada, avaliação de risco, acompanhamento médico e suporte psicossocial.
Quem pode ser atendido
A Casa Rosa é o Centro Especializado de Atenção à Saúde da Mulher e Famílias em Situação de Violência. O serviço atende moradores de Vitória de diferentes faixas etárias que vivenciam situações de violência interpessoal, principalmente nos contextos doméstico e intrafamiliar.
Entre os casos acompanhados estão violência física, sexual e psicológica, além de situações de negligência crônica. O trabalho busca oferecer suporte para a superação das situações de violência, reconstrução de vínculos familiares e fortalecimento da autonomia das vítimas.
Os encaminhamentos podem ser feitos por unidades de saúde, escolas, serviços de assistência social, Ministério Público, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e conselhos tutelares. O atendimento também pode ser procurado espontaneamente.





