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Mais de 11 mil capixabas estão há mais de dois anos em busca de emprego, aponta IBGE

Foto: Pixabay

Apesar da queda no número total de desempregados, mais de 11 mil trabalhadores do Espírito Santo ainda enfrentam um longo período de busca por uma colocação no mercado formal. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados referentes ao primeiro trimestre de 2025.

Segundo o levantamento, 85 mil pessoas seguem procurando emprego no Estado, número que representa estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma redução expressiva de 34,4% quando comparado ao mesmo período de 2024 — o equivalente a menos 44 mil pessoas.

Entre os desempregados:

  • 43 mil estão em busca de uma vaga há entre um mês e menos de um ano;

  • 24 milmenos de um mês;

  • 7 mil entre 1 e 2 anos;

  • 11 mil pessoas enfrentam uma espera superior a dois anos sem sucesso.


Taxa de desocupação cai para 4%

A taxa de desocupação no Espírito Santo ficou em 4% no primeiro trimestre de 2025, mantendo-se estável em relação aos três meses anteriores. O dado representa, no entanto, uma queda significativa em comparação ao primeiro trimestre de 2024, quando a taxa era de 5,9% — quase dois pontos percentuais a mais.

Segundo o IBGE, esse índice é um reflexo do aquecimento gradual do mercado de trabalho no Estado, ainda que parte da população economicamente ativa siga enfrentando desafios para conseguir uma vaga formal.


Força de trabalho: números em destaque

  • População ocupada: 2,063 milhões de pessoas

  • População fora da força de trabalho: 1,298 milhão

  • Desalentados (desistiram de procurar trabalho): 26 mil pessoas


Setores de atuação e informalidade

O levantamento também detalha o perfil dos trabalhadores capixabas. 1,076 milhão de pessoas atuam no setor privado — das quais 778 mil têm carteira assinada. A informalidade ainda é uma realidade para boa parte da população:

  • 508 mil trabalhadores atuam por conta própria

  • 774 mil são classificados como trabalhadores informais


Renda média sobe no período

Outro ponto positivo revelado pela pesquisa é o aumento no rendimento médio mensal real habitual, que chegou a R$ 3.441 no primeiro trimestre de 2025 no Espírito Santo. O valor representa um crescimento de R$ 162 em relação ao mesmo período de 2024, sinalizando uma leve recuperação do poder de compra da população ocupada.


Desafios persistem para grupos vulneráveis

Apesar da melhora nos índices gerais, o número elevado de trabalhadores em busca de emprego há mais de dois anos evidencia a persistência de desigualdades estruturais no mercado de trabalho, especialmente para pessoas com baixa escolaridade, moradores de periferias e trabalhadores acima de 50 anos, que enfrentam maior dificuldade de reinserção.

O dado também alerta para a importância de políticas públicas ativas de capacitação profissional, acesso ao crédito, estímulo ao primeiro emprego e ações voltadas à formalização do trabalho, especialmente em tempos de avanço tecnológico e transformações no perfil das profissões.

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