A expectativa de ver o preço da gasolina mais barato ainda não se concretizou para motoristas que abastecem diariamente seus veículos. Apesar do anúncio recente da Petrobras sobre uma redução de 5,6% no valor repassado às distribuidoras, o impacto ainda não chegou de forma significativa aos postos.
A diminuição anunciada visa aliviar o bolso dos consumidores, mas muitos ainda não percebem diferença. “A gente vê os preços só subindo com o tempo. Quando baixa, é pouco”, comentou o motorista Élder Emerich.
Segundo especialistas, a queda nos postos deve acontecer de forma gradual, à medida que os estoques antigos sejam renovados pelas distribuidoras. No entanto, o repasse depende da política comercial de cada estabelecimento. “Temos notado uma pequena redução, mas ainda não é o que esperamos”, avaliou o consultor de vendas Alexandre Tonon.
O economista Wallace Millis explicou que os preços dos combustíveis são resultado de uma cadeia complexa que envolve prospecção, refino, distribuição e venda no varejo. Ele destacou que alguns elos dessa cadeia exercem forte poder de monopólio, o que limita a queda nos preços. “Cabe ao governo fazer esse enfrentamento: reduzindo preço na refinaria e pressionando por maior competição”, afirmou.
Enquanto isso, a recomendação é que o consumidor mantenha cautela e continue pesquisando antes de abastecer.





