⁠Uvas & Vinhos

A fraude dos vinhos

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A fraude dos vinhos

Nesta semana a coluna irá falar sobre um assunto que jamais gostaríamos de abordar, a falsificação dos vinhos.

Engana-se quem acredita que a falsificação de vinhos é coisa nova. Falsificar vinhos é uma prática de há muito tempo. Até na Roma antiga, Plínio, o Velho, já reclamava que estava impossível distinguir o bom vinho romano das diversas adulterações que eram colocadas à disposição dos cidadãos romanos.

Na Idade Média os taberneiros londrinos eram proibidos de estocar numa mesma adega os vinhos de origens diferentes, que eram vendidos em barricas. Isto para evitar que o consumidor fosse enganado. As penalidades para quem fosse pego vendendo vinho adulterado variavam desde a obrigação de beber todo o estoque até a forca. (Fonte FoodSafetyBrazil.org “Fraudes históricas no vinho”).


Foto Internet

Claro que com a crescente demanda no consumo da bebida dos deuses Baco e Dionísio, os fraudadores encontraram terreno fértil para a prática do ilegal e continuam adulterando essa bebida milenar. Os que vivem à margem da lei visualizaram um grande mercado a se explorar agindo desonestamente, inclusive, é o que temos assistido ultimamente nos meios de comunicação, com essa falsificação dos destilados, que tem afetado a saúde de muitos e até a morte de alguns consumidores, infelizmente.

A fraude de vinho envolve desde a produção até a venda, aí já temos outra fraude, a sonegação. A falsificação de vinho de alta qualidade pode envolver esquemas mais sofisticados, incluindo a criação de garrafas, rótulos e documentação falsos. A fraude do vinho pode ser difícil de detectar e pode ter sérias consequências tanto para os produtores quanto para os consumidores.

Aí o leitor possa estar se perguntando, como identificar um vinho falso? As dicas da coluna são para: Adquirir vinhos de fontes seguras, de lojas especializadas na comercialização de vinhos bem estabelecidas e que nunca tiveram problemas com fiscalizações. Lembre-se sempre do velho ditado: quando a esmola é grande até o santo desconfia. Os fraudadores adoram quando um vinho se torna o queridinho do apreciador.

Nossa dica vai para o leitor consultar sempre a origem do vinho. Acessar o site das vinícolas e checar se o vinho é original. Há como se averiguar pelo lote do vinho e através do código de barras. Alguns produtores gravam uma numeração na própria garrafa, com esse código numérico pode-se constatar junto ao produtor a veracidade do produto. Outra dica é conhecer os aromas e sabores do vinho adquirido. Há duas maneiras de se verificar: As informações do próprio produtor e/ou enólogo do vinho. Constatar se as informações fornecidas no contrarrótulo batem com seu apurado aroma e paladar. Agindo assim o leitor evitará uma série de problemas.

Estas são algumas fraudes. Existem outras por isso todo cuidado é pouco.

Até a próxima semana, mas lembre-se: evite o consumo excessivo de álcool.

“A opinião deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião da RedeTV! Espírito Santo.”

Publicitário; cursou Artes Plásticas na UFES; Enófilo, escreve sobre vinhos desde2010. Já escreveu sobre o tema em vários veículos de comunicação: revista SIM; jornais Em Pauta, O Ponto; Século Diário (jornal online); MovNews (jornal online). Assessor de Comunicação da PMV de 1994 a 2002; Assessor Técnico da Imprensa Oficial do ES de 2003 a 2019.

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