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Criminosos monitoraram empresário por um ano antes de sequestro na Serra

Um empresário do mercado de criptomoedas foi sequestrado no dia 11 de junho, na Grande Vitória, após passar cerca de um ano sendo monitorado por uma associação criminosa. O grupo acompanhava a rotina da vítima, incluindo horários, locais frequentados e informações publicadas nas redes sociais, com o objetivo de extorquir até R$ 5 milhões em ativos digitais.

No dia do crime, o empresário foi abordado, retirado de seu veículo e levado para uma área de mata em Jardim Carapina, na Serra. Durante o sequestro, ele sofreu agressões e ameaças e foi obrigado a transferir aproximadamente R$ 20 mil em criptomoedas.

A investigação apontou que nove pessoas participaram do esquema. Sete suspeitos foram presos, enquanto outros dois continuam foragidos. Segundo a apuração, o grupo utilizava veículos, monitoramento da região e uma estrutura organizada para executar o crime e dificultar o trabalho das forças de segurança.

O rastreamento das criptomoedas foi fundamental para revelar o caminho do dinheiro e ajudar na identificação dos envolvidos. Os investigadores acompanharam as transferências feitas pela vítima e chegaram aos destinatários dos valores, que posteriormente foram distribuídos entre integrantes da organização.

O sequestro foi interrompido depois que familiares conseguiram localizar o celular da vítima e acionaram as forças de segurança. Durante as buscas, o empresário conseguiu escapar da área de mata e acabou localizado pelos policiais.

O caso também chama atenção para os riscos da exposição de informações pessoais, patrimônio e rotina nas redes sociais. Para os investigadores, esse tipo de conteúdo pode facilitar o monitoramento de possíveis vítimas por criminosos.

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