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Divergências marcam reações de políticos capixabas a ataques dos EUA à Venezuela

A ofensiva militar anunciada pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) gerou repercussão entre lideranças políticas do Espírito Santo, que se manifestaram nas redes sociais com avaliações distintas sobre a ação e seus possíveis impactos para a região.

Um dos primeiros a se posicionar foi o senador Magno Malta (PL), que reagiu de forma enfática em defesa da ofensiva norte-americana. Pelas redes sociais, o parlamentar afirmou que a retirada de Nicolás Maduro do poder representaria um marco histórico para a Venezuela. Ele classificou o presidente venezuelano como ditador, acusou o regime de envolvimento com o narcotráfico e criticou o governo brasileiro por, segundo ele, adotar uma postura de complacência em relação ao governo de Caracas.

Na mesma linha, o deputado federal Evair de Melo (PP) celebrou a captura de Maduro e afirmou que o momento representa uma virada histórica para a América Latina. “hoje a América Latina vive um momento histórico rumo à liberdade. A captura de Maduro era necessária e marca o início de uma nova era. Os povos latino-americanos não suportam mais ditaduras de esquerda que produzem fome, miséria e caos. Parabéns, presidente Donald Trump. América livre.”

Também favorável à ação, o senador Marcos do Val (Podemos) compartilhou a notícia da captura de Maduro em um grupo de WhatsApp. “Eu já dizia que em 2026 muita coisa iria acontecer para acabar com ditadores”, disse.

Em posição divergente, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), adotou um tom mais cauteloso ao comentar o episódio. Em publicação no X (antigo Twitter), ele criticou o governo venezuelano, mas também rejeitou intervenções externas que desrespeitem a soberania nacional.

“Não concordo com o autoritarismo e as práticas adotadas pelo governo de Maduro na Venezuela. Da mesma forma, não concordo com intervenções externas que desrespeitam a soberania dos países”, escreveu Casagrande.

Já o senador Fabiano Contarato (PT) classificou a operação militar como preocupante e alertou para os riscos humanitários e regionais do conflito. Em publicação no X, ele afirmou que ações armadas ampliam o sofrimento da população civil e defendeu a diplomacia como caminho para a estabilidade.

“A operação militar estadunidense na Venezuela é preocupante e tem reflexos ainda incalculáveis. Escaladas armadas devem ser condenadas, pois apenas ampliam o sofrimento à população civil já vulnerabilizada”, escreveu. Para o senador, “o caminho que melhor protege vidas de inocentes e a estabilidade regional na América Latina é o do diálogo, da diplomacia e do respeito ao direito internacional”.

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