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Estúdio Animazul leva técnicas de animação para estudantes da rede municipal de Vitória

Oficina de cinema de animação

Massinha, areia, objetos, papel e até o próprio corpo vão virar matéria-prima para o cinema nas escolas de Vitória. A partir desta quarta-feira (17), estudantes do 6º ao 9º ano da rede municipal poderão aprender e experimentar diferentes técnicas de animação durante o projeto Estúdio Animazul.

A iniciativa será realizada até 23 de outubro, no período da manhã, em escolas e instituições sociais selecionadas da capital. Ao todo, estão previstos 18 encontros, envolvendo 18 turmas e cerca de 540 participantes.

Cada atividade terá três horas de duração e reunirá até 35 estudantes, acompanhados por professores e responsáveis. A proposta é colocar os alunos diretamente no processo de criação, mostrando que materiais simples podem ganhar movimento e contar histórias quando combinados com as técnicas do cinema de animação.

Do stop motion ao cinema feito com o corpo

Durante as oficinas, os participantes terão contato com diferentes técnicas artesanais de animação. Entre elas está o stop motion, que permite criar a sensação de movimento a partir de fotografias sequenciais de objetos, massinha e areia.

Outra técnica apresentada será a pixilation, na qual pessoas são utilizadas como elementos da animação. Os estudantes também conhecerão brinquedos e dispositivos ópticos que ajudaram a construir a história da imagem em movimento, como taumatrópio, flipbook, zootrópio, fenacistoscópio e praxinoscópio.

Depois de conhecer os princípios básicos da animação, as turmas serão divididas em grupos para colocar as técnicas em prática. Ao final de cada encontro, os trabalhos serão exibidos para os próprios estudantes, formando um mosaico coletivo de pequenas animações.

Além de aproximar crianças e adolescentes da linguagem audiovisual, o projeto busca estimular criatividade, imaginação, expressão e troca de ideias. A proposta também utiliza o cinema como ferramenta educativa para incentivar o senso crítico e a reflexão sobre diferentes aspectos do mundo.

Experiência de mais de 20 anos

As atividades serão coordenadas pela professora e animadora Marinéia Lima Anatório, que atua na área há mais de duas décadas. Ela iniciou a trajetória após participar de oficinas de linguagem e técnicas de animação promovidas pelo Instituto Marlin Azul e, desde então, passou a trabalhar com ensino de animação em escolas e com a finalização de curtas-metragens.

A equipe também terá a participação da animadora Ariane Piñeiro, formada em Artes Visuais pela Ufes e com experiência no ensino da linguagem da animação desde 2010.

Também integram o projeto o estudante de Audiovisual da Ufes Marcio Gois Ferreira, que atua com edição de vídeo, motion graphics e animação, e o artista audiovisual, produtor cultural, músico e comunicador Heron Ribeiro, formado em Cinema e Audiovisual.

Projeto já passou por comunidades

O Estúdio Animazul já levou atividades de animação para escolas públicas por meio do programa Escola Aberta e também circulou por ruas e praças de comunidades da Grande Vitória.

Nesta nova edição, a proposta é concentrar as atividades em escolas e instituições sociais selecionadas, proporcionando aos participantes uma experiência prática com algumas das principais técnicas artesanais do cinema de animação.

O projeto também prevê uma abordagem inclusiva durante os encontros, com atenção à autonomia dos participantes, à comunicação empática e à igualdade de condições para a participação nas atividades.

A iniciativa é realizada pela animadora Marinéia Anatório em parceria com o Instituto Marlin Azul/Núcleo Animazul e conta com patrocínio do Projeto Cultural Rubem Braga, da Prefeitura de Vitória. A classificação indicativa é livre.

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