
Joelson Nascimento de Jesus, conhecido como “Gugu”, de 31 anos, morto durante um confronto com a Polícia Militar em Santa Teresa, no último domingo (2), era investigado por suspeita de participação no ataque que deixou o soldado da PM Saimen Rodrigues gravemente ferido, em 2024. Segundo a corporação, ele também era apontado como líder do tráfico de drogas no bairro Cidade Pomar, na Serra.
De acordo com a Polícia Militar, Joelson possuía dois mandados de prisão em aberto, pelos crimes de tentativa de homicídio e tráfico de drogas. Durante a operação realizada no domingo, equipes do 6º Batalhão e da 14ª Companhia Independente cercaram o imóvel onde ele estava. Ainda segundo a PM, o suspeito reagiu à abordagem, atirou contra os policiais e acabou morto na troca de tiros.
O comandante da Companhia Independente de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado (CIOE), major Schenerocke, afirmou que Joelson era procurado por envolvimento no atentado contra o soldado Saimen Rodrigues, ocorrido na madrugada de 1º de maio de 2024, durante um patrulhamento em Cidade Pomar.
Na ocasião, policiais tentaram abordar ocupantes de um veículo em atitude suspeita, que fugiram, dando início a uma perseguição. Durante a fuga, os criminosos dispararam contra a equipe. Após o carro bater em um muro, houve novo confronto, e o soldado Saimen foi baleado.
O policial permaneceu 14 dias em coma e ficou internado por mais de dois meses. Depois da recuperação, conseguiu prestar depoimento, o que contribuiu para a identificação de dois dos suspeitos envolvidos no ataque.
Segundo o major Schenerocke, Joelson era conhecido das forças de segurança pelo histórico de envolvimento com o crime. Ainda conforme a PM, durante o confronto em Santa Teresa, ele atirou contra os militares mesmo com uma mulher e uma criança dentro da residência.
O corpo foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Linhares.
Ônibus foi alvo de ataque após morte
Horas após a morte de Joelson, moradores de Cidade Pomar viveram momentos de tensão. Segundo a Polícia Militar, criminosos ligados ao tráfico obrigaram comerciantes a fechar as portas, bloquearam uma rua, apedrejaram um ônibus e iniciaram um incêndio na região.
A PM informou que equipes foram deslocadas ao bairro e conseguiram impedir que um segundo coletivo fosse incendiado.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Transporte de Passageiros (DCCTP), que apura se os ataques foram praticados como represália à morte de Joelson.
Redação ES em Rede – 03/08/2026





