
O julgamento do engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, acusado de matar a esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício, entra no segundo dia nesta quarta-feira (4), no Fórum Criminal de Vitória. Após quase nove anos de espera, o júri popular será retomado às 9h, com novos depoimentos. O réu pode ser condenado por homicídio qualificado e feminicídio, e a sessão pode se estender até domingo.
Durante o primeiro dia, cinco testemunhas foram ouvidas, entre elas a mãe da vítima, o diretor da escola onde ela trabalhava, peritos e um familiar do réu. Outras 11 testemunhas foram dispensadas pelas partes. Ao todo, sete jurados, sendo quatro homens e três mulheres, foram escolhidos para decidir o caso.
Patrick responde por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio. Danielly, de 36 anos, foi encontrada morta em 30 de dezembro de 2017, no apartamento onde morava com o marido, no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Inicialmente, a morte foi investigada como possível suicídio, mas as apurações levaram o engenheiro a ser acusado de feminicídio.
Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o crime teria sido motivado por ciúmes, após uma discussão entre o casal. A acusação sustenta que Patrick monitorava as conversas da esposa por meio de um aplicativo espião e aponta imagens de câmeras de segurança e laudos periciais como elementos que reforçam a denúncia.
A defesa nega o assassinato e sustenta que Danielly sofreu um acidente, possivelmente provocado pela combinação de medicamentos e bebida alcoólica. Os advogados também alegam que a professora ainda estaria viva depois que o engenheiro deixou o apartamento e questionam a falta de acesso integral aos dados dos celulares apreendidos durante a investigação. Os pedidos para adiar o julgamento e realizar novas perícias foram negados pela Justiça.
O julgamento continua nesta quarta-feira, com a previsão de novos depoimentos. Depois da fase de testemunhas e dos debates entre acusação e defesa, os sete jurados decidirão se Patrick é culpado ou inocente.





