
Uma nova etapa da Operação Abutres foi deflagrada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) nesta quinta-feira (20) para investigar um suposto esquema de fraude na obtenção de indenizações pelo Sistema Indenizatório Simplificado (Novel), administrado pela então Fundação Renova.
A ação, conduzida pelo GAECO-Norte e pela Promotoria de Justiça Criminal de Linhares, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão: dois em Baixo Guandu, um em Vila Velha e outro em Vitória, na Ilha do Boi. As ordens foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Linhares.
Segundo as investigações, o esquema teria utilizado documentos falsos ou adulterados para criar vínculos territoriais inexistentes e permitir o acesso indevido a indenizações destinadas a pessoas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
Entre os documentos analisados estão contas de água e energia, boletos bancários, além de registros escolares e de saúde que apresentariam indícios de falsificação ou adulteração.
Centenas de pedidos de indenização foram analisados. Nos casos já confirmados, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 8 milhões, considerando os valores pagos indevidamente e os honorários advocatícios relacionados às indenizações.
A Justiça também autorizou medidas para preservar e recuperar possíveis recursos obtidos de forma irregular, incluindo o sequestro e a indisponibilidade de bens e valores.
As investigações continuam. O material apreendido será analisado pelo MPES para identificar outros possíveis envolvidos, dimensionar os prejuízos e buscar a recuperação dos valores eventualmente recebidos de maneira indevida.





