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VÍDEO: Espírito Santo organiza comitê para enfrentar consequências do aumento das tarifas de importação

O encontro foi coordenado pelo vice-governador Ricardo Ferraço e reuniu lideranças empresariais, produtores rurais e autoridades estaduais, com foco especial no agronegócio capixaba.

Nesta segunda-feira (29), o Comitê de Enfrentamento às Consequências do Aumento das Tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, realizou uma série de reuniões com representantes dos setores econômicos mais afetados pelas medidas no Espírito Santo.

O encontro foi coordenado pelo vice-governador Ricardo Ferraço e reuniu lideranças empresariais, produtores rurais e autoridades estaduais, com foco especial nas repercussões sobre o agronegócio capixaba, um dos segmentos mais sensíveis às mudanças no cenário internacional.

“O segmento exportou ano passado U$ 700 milhões. E grande parte disso é derivado de um conjunto de quase 300 empresas que exportam para 140 países, mas para os Estados Unidos, a concentração é muito grande”, explicou o vice-governador.

Durante a reunião, foram discutidos os possíveis desdobramentos das tarifas sobre as exportações brasileiras e os riscos à manutenção de empregos e à competitividade das empresas locais.

Segundo Ferraço, ainda não é possível afirmar com clareza quais estratégias as empresas brasileiras poderão adotar frente ao novo cenário. No entanto, ele ressaltou o compromisso do governo estadual em apoiar o setor produtivo e adotar medidas que contribuam para a preservação dos postos de trabalho.

“Nós estamos ainda dimensionando a profundidade e a amplitude desse impacto na economia. O importante é que o Governo está na mesa conversando com os empreendedores, e a nossa preocupação é com a manutenção do emprego e dos trabalhos dos capixabas”.

O presidente Trump ameaçou impor uma tarifa de importação de 50% sobre todos os produtos brasileiros. A medida pode entrar em vigor já no dia 1º de agosto, caso as negociações entre os dois países não avancem até lá.

Caso a tarifa seja efetivamente aplicada, os impactos podem ser significativos para o Brasil, especialmente em setores como o agronegócio e a mineração, que mantêm forte presença no mercado norte-americano.

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