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Pais descobrem mensagens em celular e denunciam vizinho por abuso em Vila Velha

Um homem de 36 anos está sob investigação em Vila Velha, suspeito de cometer abuso sexual contra crianças no bairro Ulisses Guimarães. Ele foi conduzido à delegacia na noite desta quarta-feira (8) para prestar depoimento, depois que pais denunciaram a troca de mensagens de cunho sexual entre o suspeito e crianças de 9 a 11 anos em uma rede social.

De acordo com a Polícia Militar, os responsáveis pelas crianças descobriram o conteúdo das conversas. Eles relataram que o suspeito utilizava um perfil falso para se aproximar das vítimas, oferecendo presentes e dinheiro. A denúncia inicial partiu da irmã de um menino de 10 anos, que percebeu as mensagens de natureza sexual. Para evitar a supervisão dos pais, as conversas ocorriam principalmente nos períodos da manhã e da noite. Em uma das mensagens, o suspeito chega a perguntar à criança se seus pais monitoravam o celular.

A irmã da vítima, desconfiada, teria assumido o controle do perfil para interagir com o suspeito e descobrir suas intenções. Após ganhar a confiança dela, o homem revelou sua verdadeira identidade ao utilizar seu perfil pessoal. A partir disso, os pais descobriram que o investigado era vizinho das crianças.

Relatos de pelo menos três mães indicam que seus filhos foram abusados sexualmente pelo homem. Uma delas afirmou que o suspeito convidava as crianças para jogar videogame em sua casa e, em uma dessas ocasiões, teria trancado três menores em um quarto e cometido o abuso. Outra mãe relatou que, durante as conversas online, o suspeito confessou ter estuprado uma menina de 11 anos e molestado outros meninos da rua, além de ter enviado fotos de suas partes íntimas.

A situação gerou revolta na vizinhança, e houve uma tentativa de invasão à residência do suspeito, que foi contida pela Polícia Militar.

Suspeito Liberado Após Depoimento

O homem foi detido e levado à Delegacia Regional de Vila Velha. No local, foi verificado que ele já possui uma condenação anterior por estupro de vulnerável.

A Polícia Civil informou que, após ser ouvido, o suspeito foi liberado. A autoridade policial entendeu que não havia elementos suficientes para uma prisão em flagrante no momento. O caso segue sob sigilo e foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que dará continuidade às investigações.

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