Com a chegada do frio e o início da primavera, os casos de rinovírus, responsável pelo resfriado comum, têm aumentado em várias regiões do país. De acordo com o médico infectologista, Dr. Luís Henrique, essa elevação é esperada nesta época do ano, quando as pessoas costumam permanecer mais tempo em locais fechados e com pouca ventilação, o que favorece a disseminação do vírus.
Segundo o especialista, o rinovírus provoca sintomas leves, como coriza, espirros, dor de garganta e congestão nasal, sendo um dos principais causadores das rinites e rinossinusites, popularmente conhecidas como resfriado comum. Ele explica que surtos como esses sempre existiram, mas, com o avanço dos exames laboratoriais, hoje é possível identificar com mais precisão o agente responsável pelos casos.
O rinovírus é de fácil contágio e pode ser transmitido tanto pelo contato direto com gotículas expelidas em espirros e tosses quanto por superfícies contaminadas. Por isso, qualquer pessoa, independentemente da idade, pode contrair a infecção. “É um vírus de muito fácil contágio. As pessoas pegam facilmente pelo espirro de outra pessoa ou pelo contato das mãos com locais contaminados”, alerta o médico.
Embora não exista vacina contra o rinovírus, medidas simples de prevenção podem reduzir os riscos de contágio. Entre elas estão a higienização frequente das mãos, a manutenção de ambientes bem ventilados, o uso de máscara em locais fechados e a evitação de aglomerações. O tratamento, segundo o Dr. Luís Henrique, é voltado para o alívio dos sintomas e costuma incluir o uso de descongestionantes, antitérmicos, anti-inflamatórios e, em alguns casos, corticoides nasais ou em comprimidos. Ele reforça ainda que, apesar de geralmente provocar quadros leves, é importante procurar atendimento médico caso haja febre persistente, dificuldade para respirar ou agravamento dos sintomas, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas.





