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Posicionamento no Digital

Anúncio político sem rótulo pode custar o mandato do candidato

Crédito: Reprodução / Canva

 

Configurar corretamente a conta de anúncios para evitar qualquer problema jurídico depois da eleição.

Toda campanha eleitoral que usa tráfego pago nas redes sociais precisa seguir um conjunto específico de regras e ignorá-las pode dar muito dor de cabeça na prestação de contas ao final da campanha. Em caso de vitória, uma configuração incorreta pode ser motivo suficiente para colocar o próprio mandato em xeque.

O que precisa estar em ordem antes do primeiro anúncio

Antes de veicular qualquer campanha, o perfil do candidato precisa estar devidamente configurado, com a identidade confirmada junto à plataforma. Além disso, é necessário ter um site e um e-mail com domínio próprio. Sem isso, a conta simplesmente não fica em conformidade com as políticas exigidas.

Outro ponto que costuma gerar dúvida: cada anúncio criado recebe automaticamente um rótulo de “Propaganda Eleitoral”. Esse rótulo precisa ser configurado para cada conta de anúncios, individualmente, para cada candidato e não existe atalho nem configuração genérica que sirva para todos.

Por que isso não é opcional

O rótulo de propaganda eleitoral existe para garantir transparência: ele informa ao eleitor que aquele conteúdo é, de fato, propaganda política paga, e não uma publicação orgânica. É esse mesmo mecanismo que permite rastrear quem pagou pelo anúncio, para quem ele foi direcionado e com que verba.

Quando essa configuração não é feita corretamente, o problema deixa de ser só técnico. Passa a ser jurídico e é aí que mora o risco real para quem está disputando um cargo.

A Meta mantém uma Central de Políticas de Publicidade justamente para esclarecer, com detalhes, o que é permitido e o que é proibido nos anúncios. Toda campanha enviada passa por uma revisão automática, que verifica se o conteúdo está de acordo com essas diretrizes antes de ser aprovada.

Quando o anúncio é rejeitado por engano

Nem sempre a rejeição de um anúncio significa que algo está errado de verdade. Às vezes o sistema erra. Nesses casos, é possível contestar a decisão diretamente pela ferramenta de Qualidade da Conta, disponível para quem acredita que teve um anúncio ou ativo restringido de forma equivocada.

Ter esse processo mapeado com antecedência evita que uma campanha fique parada em um momento decisivo da corrida eleitoral quando cada dia sem impulsionamento pesa contra o candidato.

No fim, cuidar da configuração da conta não é sobre seguir regra por seguir regra. É sobre proteger o resultado da eleição de um problema que poderia ter sido evitado antes mesmo do primeiro anúncio ir ao ar.

Na próxima coluna, vou explicar o que a Meta considera “conteúdo inaceitável” nas campanhas — um critério que vai além da lei eleitoral e que também pode derrubar anúncios, mesmo quando o candidato está com tudo em dia juridicamente.

“A opinião deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião da RedeTV! Espírito Santo.”

Antenor Balmas é especialista em Marketing Digital, Gestão de Tráfego Pago e posicionamento estratégico no digital. Atua no desenvolvimento de estratégias focadas em crescimento de negócios, fortalecimento de marcas e aumento da visibilidade online através de comunicação estratégica e com campanhas de anúncios

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