
A economia do Espírito Santo acelerou e cresceu mais que o dobro do ritmo registrado no Brasil no primeiro semestre de 2026. O PIB capixaba avançou 4,4% entre janeiro e junho, enquanto a economia brasileira teve alta de 1,9%. O principal motor desse resultado foi a indústria, que disparou 12,4% no período.
Os dados fazem parte do Indicador de Atividade Econômica da Federação das Indústrias do Espírito Santo (IAE-Findes), divulgado nesta quarta-feira (16). Com o desempenho acima do esperado, a projeção de crescimento da economia capixaba em 2026 foi elevada de 1,9% para 3,7%.
O setor industrial respondeu por quase 80% da expansão da economia estadual. Dentro dele, a indústria extrativa teve o maior destaque, com crescimento de 36,3%, impulsionada principalmente pela produção de petróleo e gás e pela pelotização de minério de ferro.
A construção civil também manteve ritmo de alta, com crescimento de 2,7%, mesmo diante dos juros elevados. Já os setores de energia e saneamento avançaram 7,9%.
Nem todos os segmentos, porém, tiveram resultado positivo. A indústria de transformação recuou 2%, pressionada principalmente pelas quedas na produção de alimentos e de papel e celulose. Os serviços cresceram 1,6%, enquanto a agropecuária teve retração de 0,4%.
Outro destaque está no mercado de trabalho. O Espírito Santo encerrou o período com taxa de desemprego de 2,3%, bem abaixo dos 5,4% registrados no Brasil. Mais de 20 mil empregos formais foram criados no Estado em 2026.
Apesar do cenário positivo, a economia capixaba ainda enfrenta riscos. O comprometimento da renda das famílias, a inadimplência, a informalidade e as incertezas internacionais podem limitar o consumo nos próximos meses. Na agropecuária, os possíveis efeitos do fenômeno El Niño também entram no radar para o segundo semestre.





