
Uma proposta em análise no Congresso pode ampliar o número de produtores rurais do Espírito Santo aptos a renegociar financiamentos após perdas na produção. A medida prevê incluir agricultores que conseguiram manter as parcelas em dia, mas enfrentaram prejuízos nas safras.
Atualmente, algumas operações só podem ser renegociadas se já tiverem passado por uma renegociação ou prorrogação. O relatório propõe retirar essa exigência para financiamentos de custeio, comercialização e industrialização, além de incluir expressamente determinadas Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira.
Pelas regras da medida, o produtor precisa comprovar perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária esperada. A comprovação deve ser feita por meio de laudo técnico.
No Sudeste, o Banco do Brasil estima que cerca de 26 mil clientes tenham operações potencialmente enquadradas nas regras atuais, somando até R$ 23,6 bilhões. O banco não informou quantos são do Espírito Santo.
As condições de renegociação podem chegar a dez anos para pagamento, com até dois anos de carência e juros entre 5% e 12% ao ano, conforme o enquadramento de cada operação.





