
A suspensão direta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) atingiu 5.562 motoristas no Espírito Santo entre janeiro e setembro de 2026, um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 3.912 casos. Entre as principais infrações estão a recusa ao teste do bafômetro, dirigir sob efeito de álcool e ultrapassar em mais de 50% o limite de velocidade permitido.
Diferentemente da suspensão por acúmulo de pontos, a penalidade direta é prevista para determinadas infrações e pode ser aplicada independentemente da pontuação do condutor, após processo administrativo que garante o direito à defesa. A recusa ao bafômetro lidera os registros desse tipo de suspensão no Estado.
Além das infrações relacionadas ao consumo de álcool e ao excesso de velocidade, também podem resultar na perda temporária do direito de dirigir condutas como pilotar motocicleta sem capacete, transportar crianças menores de 10 anos nesse tipo de veículo, realizar manobras perigosas, participar de rachas e deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes.
Nos casos de recusa ao bafômetro e de direção sob efeito de álcool, a suspensão é de 12 meses. Para recuperar a habilitação, o motorista precisa cumprir as exigências previstas, incluindo curso e prova de reciclagem. Quem dirige durante o período de suspensão pode ter a CNH cassada e ficar impedido de conduzir veículos por dois anos, sendo necessário passar novamente pelo processo de habilitação após esse prazo.
A alta no número de suspensões pode estar relacionada tanto ao comportamento dos motoristas quanto ao aumento da fiscalização, sem que seja possível atribuir o crescimento a um único fator.





