
Uma operação coordenada pela Prefeitura de Vila Velha resultou na interdição de um matadouro clandestino de suínos na manhã desta quarta-feira (7), no bairro Dom João Batista. A ação, deflagrada a partir de uma denúncia recebida pela ouvidoria municipal, reuniu equipes das secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, além do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) da Polícia Civil e da Guarda Municipal.
Durante a fiscalização, um homem foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo. O local foi interditado pelo SIM, vinculado à Secretaria de Agricultura e Pesca, e todos os produtos encontrados foram apreendidos e destinados ao descarte. Segundo os fiscais, as condições de higiene eram inexistentes, apresentando risco sanitário grave.
Ao todo, foram apreendidas 3,88 toneladas de carne suína e cerca de 200 quilos de insumos, incluindo temperos e linguiças. A operação também constatou irregularidades ambientais. A Secretaria de Meio Ambiente identificou o descarte irregular de resíduos diretamente no sistema de esgoto, o que motivará autuações contra o proprietário do espaço.
Riscos sanitários e ambientais
O secretário de Meio Ambiente, Ricardo Klippel Borgo, destacou a importância da operação como medida de proteção à saúde pública e ao meio ambiente. “Essa ação demonstra o compromisso da Prefeitura com o bem-estar da população e a defesa ambiental. Combater esse tipo de prática ilegal é essencial para evitar a proliferação de doenças e garantir o descarte adequado de resíduos”, afirmou.
O diretor de Bem-Estar Animal de Vila Velha, Celso Christo, explicou que o abate de animais em zonas urbanas é proibido e classificou o método empregado no local como cruel e rudimentar, configurando maus-tratos. “Recebemos relatos de moradores apontando que crianças estavam apavoradas com as cenas presenciadas. Isso, por si só, já revela a gravidade da situação”, declarou.
Fiscalização integrada
O subsecretário de Agricultura e Pesca, Fábio Barcellos, reforçou a importância da atuação conjunta entre os órgãos. “A operação mostra que os estabelecimentos precisam estar regularizados e cumprir as normas sanitárias. A produção e comercialização de produtos cárneos exige responsabilidade, pois envolve diretamente a saúde da população”, ressaltou.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes e o responsável responderá por infrações sanitárias, ambientais e criminais.





