
A capital capixaba se consolidou como referência em agilidade e ambiente favorável ao empreendedorismo. Com uma média de apenas 3,6 horas para abertura de empresas, Vitória é o município com o menor tempo de tramitação da Região Sudeste, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP). No ranking nacional, a cidade aparece em quarto lugar, demonstrando avanços significativos na desburocratização e incentivo ao setor produtivo.
Os dados fazem parte do Ranking de Competitividade dos Municípios, que avalia o tempo médio para abertura de empresas com base nas etapas de viabilidade e registro — sem considerar a modalidade de Microempreendedor Individual (MEI).
Critérios do indicador
O ranking leva em conta dois principais critérios: o tempo de viabilidade, etapa em que o poder público analisa se a atividade pode ser exercida no local proposto; e o tempo de registro/inscrição, referente à emissão do CNPJ pelos órgãos registradores, como juntas comerciais e cartórios, por meio do sistema Redesim.
Salto no número de empresas
Entre 2021 e 2024, Vitória contabilizou a abertura de 30.993 novas empresas, mais do que o dobro do registrado entre 2017 e 2020 (14.442). O crescimento é ainda mais expressivo se comparado ao período de 2013 a 2016, quando foram abertas 13.525 empresas.
O Centro da cidade, em especial, tem se destacado: de 2021 a 2024, foram abertas mais de três mil empresas na região central — frente a 722 entre 2017 e 2020 e 897 no quadriênio anterior.
Medidas de estímulo
O desempenho da capital é resultado de medidas adotadas pela Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec). Um dos marcos dessa política foi o Decreto nº 22.497/2023, que isenta do licenciamento prévio diversas atividades econômicas. Com isso, empreendedores podem emitir automaticamente a dispensa por meio do sistema Sigavix.
Outro destaque é a Lei do Retrofit, que fomenta a reabilitação de imóveis antigos no Centro da cidade. Até janeiro de 2024, 39 edificações já haviam sido contempladas pelo programa, somando 1.656 unidades entre residências e comércios. Além disso, a redução da alíquota do ISSQN de 5% para 2% em setores estratégicos no Centro também tem incentivado novos negócios.
Ambiente propício ao empreendedorismo
Para o prefeito Lorenzo Pazolini, o bom desempenho reflete uma política municipal voltada à desburocratização e ao estímulo ao empreendedorismo. “Quando desburocratizamos processos e simplificamos o acesso a alvarás, estimulamos novos investimentos. Esse ambiente favorável contribui para geração de empregos e o fortalecimento da economia local”, afirmou.
Pazolini também destacou os investimentos em infraestrutura urbana, qualificação profissional e o diálogo com o setor produtivo como fatores decisivos. “Vitória é uma cidade com qualidade de vida e infraestrutura sólida, promovida por políticas públicas eficazes. Isso a torna cada vez mais atrativa para quem deseja empreender”, concluiu.





