
Um espaço utilizado para a prática ilegal de rinha de galos foi fechado pela Polícia Civil do Espírito Santo nesta segunda-feira (26), no bairro Serra Dourada I, na cidade da Serra. No local, foram encontrados 28 galos adultos usados em confrontos, além de galinhas, pintinhos, gaiolas e diversos materiais relacionados à criação e ao combate dos animais.
De acordo com o delegado Marcelo Nolasco, titular da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA) e responsável pela investigação, a estrutura contava com duas arenas: uma rinha oficial de grande porte, montada para os confrontos principais, e outra desmontável, utilizada para treinamento dos galos. “Também foram apreendidos antibióticos e outros medicamentos administrados nos galos feridos, além de esporas artificiais utilizadas durante as lutas”, explicou o delegado.
O responsável pelo espaço, que segundo a Polícia Civil já responde na Justiça pelo mesmo tipo de crime, foi conduzido à delegacia e vai responder por maus-tratos a animais, com base na legislação ambiental. Como se trata de um crime de menor potencial ofensivo, foi lavrado um Termo Circunstanciado (TC) e o suspeito responderá em liberdade. A identidade dele não foi divulgada.
Parceria entre Polícia Civil e Assembleia Legislativa
A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), em parceria com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Maus-Tratos contra os Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).
Segundo a Polícia Civil, ações como esta fazem parte de um esforço contínuo para combater práticas criminosas que envolvem exploração animal, frequentemente associadas a redes clandestinas e a maus-tratos. A prática de rinha de galos é considerada crime ambiental no Brasil, prevista na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), podendo resultar em penas de detenção e multa.
Os animais apreendidos foram encaminhados para avaliação veterinária e receberão os cuidados necessários.





