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Homem é preso no ES suspeito de envenenar e matar companheira com caldo de cana

Um homem de 43 anos foi preso nesta terça-feira (27), suspeito de ter envenenado e matado a companheira com um caldo de cana adulterado em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo. A vítima, Zenilda Fernandes da Silva, de 46 anos, morreu no último dia 10 de maio após ingerir a bebida que, segundo a perícia, continha carbofurano — veneno agrícola proibido pela Anvisa.

De acordo com a Polícia Civil, a filha da vítima percebeu um pó branco no fundo da garrafa e acionou as autoridades. Exames laboratoriais confirmaram a presença do carbofurano, substância altamente tóxica, banida do mercado brasileiro devido aos riscos graves à saúde humana.

Imagens mostram suspeito comprando a bebida

Segundo o delegado Luciano Carlos Paulino, responsável pela investigação, câmeras de segurança registraram o suspeito comprando o caldo de cana e um pastel, em uma motocicleta, usando uma jaqueta amarela e mochila. Outras imagens mostram ele realizando a entrega dos produtos na residência da vítima, vestindo as mesmas roupas.

“Ele aparece comprando o caldo de cana e, logo depois, entregando à vítima. Na tampa da garrafa foi encontrado um pequeno furo, por onde o veneno teria sido injetado”, afirmou o delegado.

Vítima passou mal e não resistiu

Após consumir o caldo de cana, Zenilda passou mal e foi socorrida pela filha, sendo levada inicialmente ao hospital local com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Posteriormente, foi transferida para uma unidade hospitalar da Grande Vitória, mas não resistiu.

O laudo médico confirmou que a causa da morte foi envenenamento. O carbofurano, detectado na bebida, é um inseticida anteriormente usado na agricultura, mas proibido no país.

Suspeito foi preso e material apreendido

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça após o avanço das investigações. O homem foi localizado em sua casa, no distrito de Alto Marechal, em Marechal Floriano.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais encontraram a jaqueta e a mochila usadas no dia do crime, além de substâncias similares ao veneno, que serão encaminhadas para análise laboratorial.

“Esses materiais serão confrontados com a substância encontrada no caldo de cana e no corpo da vítima, para confirmar a autoria do crime”, explicou o delegado Luciano Paulino.

O nome do suspeito não foi divulgado. Ele segue preso à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil continua com as diligências para a conclusão do inquérito.

 

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