
Uma família perdeu todos os móveis e eletrodomésticos durante uma mudança interestadual após o caminhão que transportava os bens ser apreendido pela Polícia Federal. A carreta foi interceptada por agentes enquanto transportava uma carga de cigarros contrabandeados, e até hoje a mudança não foi recuperada.
Os pertences saíram de Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, com destino a Linhares, no Norte do Espírito Santo, em agosto de 2024. O encarregado de solda Josimar Guerra, que atua em uma petroleira, havia sido transferido para Linhares e foi o primeiro a se mudar. A esposa, Ana Maria Araújo, ficou responsável pela organização do transporte da mudança.
Segundo Josimar, a transportadora contratada prometeu a entrega em até quatro dias úteis. “Planejamos tudo para que os móveis chegassem antes da Ana, mas até hoje não recebemos nada”, relatou. A empresa chegou a enviar fotos e vídeos mostrando o carregamento de itens como geladeira, fogão, máquina de lavar e até a motocicleta da família. Contudo, os pertences desapareceram no trajeto. “Sempre diziam que a carga estava em Minas ou São Paulo”, contou Ana Maria.
Diante da demora, o casal contratou uma advogada e descobriu que o caminhão havia sido apreendido. De acordo com o inquérito, junto da mudança, havia caixas de cigarros contrabandeados. Todo o material foi retido, e apenas a motocicleta foi devolvida.
“Prestamos depoimento e a Polícia Federal confirmou que não tínhamos ligação com o crime. Mesmo assim, nossos móveis continuam desaparecidos”, lamentou Josimar. Desde então, eles estão alojados na casa da mãe dele, vivendo sem os móveis e documentos pessoais.
A Receita Federal informou que os bens foram entregues à transportadora em janeiro de 2025 e apresentou um termo de devolução. A empresa, por outro lado, nega ter retirado a carga e contesta a ausência de um comprovante de recebimento.
Sem uma solução à vista, Josimar desabafa: “É uma injustiça. Só queremos nossas coisas de volta.”





