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Técnica de enfermagem é demitida após bebê ter pé queimado em hospital da Serra

Reprodução: Instagram @sarapeisinob

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) anunciou nesta segunda-feira (29) a demissão da técnica em enfermagem envolvida no caso do recém-nascido José Peisino, que sofreu uma queimadura grave no pé logo após o nascimento no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HJSN), na Serra. A auditoria realizada pela pasta concluiu que a profissional agiu de forma isolada, sem observar os protocolos da unidade.

Segundo a denúncia da família, a técnica teria aquecido um algodão na resistência do berço e colocado nos pés do bebê para tentar elevar a temperatura corporal. O procedimento, que não faz parte de nenhum protocolo hospitalar, provocou uma fagulha que resultou na queimadura.

O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, reforçou que a ação correta seria apenas utilizar roupas e cobertores para aquecer o recém-nascido. “Não houve nenhuma falha na estrutura física do hospital, em equipamentos, elétrica ou protocolos médicos. O que houve foi uma falha individual da profissional, que não seguiu os treinamentos e orientações do hospital”, destacou.

Tratamento e estado de saúde do bebê

Após o incidente, ocorrido em 19 de agosto, o bebê foi transferido da maternidade para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Jayme Santos Neves e, em seguida, para o Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG). Lá, passou por procedimentos de remoção de tecidos e enxerto no pé afetado.

O recém-nascido recebeu alta no dia 25 de setembro, mas seguirá sendo acompanhado por especialistas. Até o momento, não é possível afirmar se ele terá sequelas permanentes.

Demissão e medidas adicionais

A técnica de enfermagem foi desligada do hospital em 22 de agosto, três dias após o ocorrido. Segundo a Sesa, ela havia sido contratada havia menos de quatro meses, ainda em período de experiência, após avaliação de currículo e exames psicológicos.

Após o caso, o hospital espalhou cartazes de alerta pela maternidade para reforçar a orientação sobre os riscos do uso inadequado de equipamentos. “Determinamos também que esse alerta seja estendido a todas as maternidades estaduais”, informou Tyago Hoffmann.

Encaminhamentos do caso

O relatório da auditoria, concluído em 28 dias, será enviado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e ao Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES), que poderão adotar medidas disciplinares e legais sobre a conduta da profissional.

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