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Quatro estrangeiros suspeitos de integrar uma quadrilha internacional especializada em furtos de farmácias foram presos nesta terça-feira (7) nos municípios de Colatina e João Neiva, na Região Noroeste do Espírito Santo. Os detidos são naturais da Colômbia e do Chile e são apontados pela polícia como responsáveis por uma série de furtos em estabelecimentos comerciais da região.
As prisões ocorreram após uma denúncia feita por uma farmácia de Colatina, que registrou mais um furto praticado pelo grupo. A Polícia Militar foi acionada e, com base nas imagens de segurança, localizou uma das suspeitas, identificada como Claudia Torres, no centro da cidade.
De acordo com o sargento Gama, que participou da ocorrência, Claudia confessou o crime e revelou o paradeiro dos outros comparsas. “Ela estava com a bolsa vazia, mas sabíamos que o grupo utilizava um carro para esconder os produtos furtados. Acionamos o serviço de inteligência, identificamos o veículo pelo cerco eletrônico e conseguimos interceptá-lo na região de João Neiva”, explicou o policial.
Dentro do automóvel, os militares encontraram dois colombianos e um chileno, identificados como Matias Ignácio, Santiago Andrés e Andres Cardonna. Com eles, foram apreendidos produtos de beleza avaliados em cerca de R$ 10 mil, além de drogas, celulares e dinheiro em espécie.
A quadrilha agia de forma organizada: enquanto Claudia furtava os produtos utilizando uma bolsa preparada para burlar os alarmes de segurança, os demais integrantes aguardavam do lado de fora, dando cobertura e levando os itens para o veículo.
“Dentro da bolsa havia um forro metálico que bloqueava o dispositivo antifurto dos produtos mais caros, como cosméticos e perfumes importados”, detalhou o sargento Gama.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Claudia entra na farmácia, observa as prateleiras, seleciona os produtos e os coloca tranquilamente dentro da bolsa. A gerente do estabelecimento, Elizabeth Meyer, contou que o grupo agia com naturalidade para não levantar suspeitas.
“Eles vinham sempre em grupo. Enquanto um distraía os funcionários, outro enchia a bolsa. Uma cliente percebeu e nos avisou, mas quando checamos as câmeras, já era tarde. O prejuízo ultrapassa R$ 6 mil”, relatou a gerente.
A Polícia Civil investiga agora se as identidades apresentadas pelos suspeitos são verdadeiras e se o grupo utilizava documentos falsos para circular pelo país. O caso segue sob apuração da Delegacia Regional de Colatina, que busca identificar possíveis conexões com outros crimes semelhantes registrados na região.





