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O pintor Ozenal Honorato Santos, de 47 anos, foi brutalmente assassinado no dia 26 de abril, após ser espancado em via pública no bairro Feu Rosa, na Serra, Espírito Santo. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi motivado por um episódio em que a vítima urinou em um poste na frente de crianças e de traficantes locais, o que teria gerado a revolta do grupo.
Ozenal havia ingerido bebidas alcoólicas e foi até o local para cobrar uma dívida de trabalho de Junio da Cruz Bezerra, um dos suspeitos do crime. Durante a discussão, ele urinou em um poste próximo, onde estavam algumas crianças e o filho de Junio, de apenas 5 anos. O ato provocou a reação violenta dos criminosos, que o agrediram até a morte.
Prisões e investigação
As investigações da Polícia Civil apontam que o crime foi cometido com extrema violência e envolveu sete pessoas. Seis suspeitos foram presos no dia 5 de agosto, durante uma operação policial em Feu Rosa, e o sétimo foi capturado no dia 15 de setembro.
Veja quem são os presos:
Lucas Raich, 30 anos — conhecido como “Poorf”, apontado como chefe do tráfico local;
Junio da Cruz Bezerra, 38 anos;
Luiz Kaique Siqueira da Silva, 31 anos;
Paulo Henrique Mattos da Silva, 20 anos;
Kennedy da Silva Gonçalves, 20 anos;
Klemer de Souza Lima Santos, 25 anos;
Riquelves Alves da Silva, 20 anos.
O crime em três fases
O inquérito revelou que o assassinato aconteceu em três etapas, marcadas por diferentes níveis de agressão e crueldade:
Primeira fase:
Logo após urinar no poste, Ozenal foi atacado por cinco homens, que o agrediram com socos, chutes, pedras e pedaços de mangueira. Em seguida, ele foi levado até o beco dos Eucaliptos e expulso do local, mas retornou cerca de meia hora depois.
Segunda fase:
Quando voltou, o pintor foi novamente agredido, desta vez com maior brutalidade. Os suspeitos usaram enxadas, paus, pedras e mangueiras. Ozenal ficou inconsciente e foi deixado debaixo de uma árvore por aproximadamente uma hora.
Terceira fase:
Mesmo ferido, ele tentou voltar para casa, mas foi capturado novamente. Quatro suspeitos o levaram até uma área de mata, onde ele foi morto com golpes no tórax, desferidos com um objeto perfurante. O corpo foi enterrado em um manguezal.
Com as fortes chuvas do dia 30 de abril, o corpo acabou boiando. Os criminosos, então, voltaram ao local e enterraram o corpo novamente em uma área de mata, ainda em Feu Rosa.
O corpo de Ozenal foi encontrado apenas no dia 5 de maio, após denúncias anônimas. A localização foi feita com apoio do Corpo de Bombeiros, e familiares da vítima, vindos de outro estado, acompanharam as buscas.
Indiciamento
Todos os envolvidos foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Polícia Civil ressaltou que nem todos os acusados têm ligação direta com o tráfico de drogas, mas participaram das agressões e da ocultação do corpo.
Ozenal Honorato Santos era descrito por vizinhos e conhecidos como um trabalhador honesto e querido na comunidade, conhecido por prestar serviços como pintor na região. O crime gerou grande comoção em Feu Rosa, sendo lembrado pela violência e pela motivação banal que resultou em uma morte trágica.





