
A cadela policial Sindy, integrante do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), morreu no último sábado (20), 16 dias após ter sido atropelada durante uma operação policial no bairro Barramares, em Vila Velha. O animal chegou a apresentar sinais de recuperação, recebeu alta veterinária e havia retornado ao batalhão, mas voltou a passar mal e não resistiu.
Sindy ficou gravemente ferida no dia 4 de junho, quando dois suspeitos que estavam em uma motocicleta roubada tentaram fugir de uma abordagem policial. Durante a perseguição, o condutor realizou manobras perigosas e acabou atingindo a cadela.
Com o impacto, o animal sofreu lesões severas na região da coluna, entre as vértebras cervicais e torácicas, além de perder parte dos movimentos das patas traseiras. Ela foi socorrida imediatamente, submetida a uma cirurgia e permaneceu internada por vários dias sob cuidados intensivos.
Recuperação chegou a animar a corporação
Após semanas de tratamento, a Polícia Militar anunciou, no último dia 15 de junho, data em que é celebrado o Dia Estadual do Cão Policial, que Sindy havia recebido alta veterinária e retornado ao Batalhão de Ações com Cães.
Segundo a corporação, a recuperação era acompanhada por médicos-veterinários da PMES e também por uma clínica especializada. O retorno da cadela ao batalhão foi recebido com entusiasmo pelos policiais que acompanhavam sua evolução.
No entanto, na noite da última sexta-feira (19), o quadro de saúde da cadela voltou a se agravar. Ela precisou ser encaminhada às pressas para atendimento veterinário de emergência, mas não resistiu.
Em publicações nas redes sociais, policiais militares e colegas de trabalho lamentaram a morte da companheira de operações e destacaram sua dedicação ao longo dos anos de serviço.
Trajetória na Polícia Militar
Nascida em 2019, Sindy tinha sete anos e atuava em operações de faro, sendo responsável por auxiliar em diversas apreensões de drogas ao longo da carreira.
A cadela também carregava um legado familiar dentro da corporação. Ela era filha de Eudis, outro cão policial que marcou a história do Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar capixaba.
O BAC é a unidade especializada responsável pelo emprego de cães em operações de segurança pública. Os animais são treinados para atuar em patrulhamento, localização de drogas, armas e explosivos, além de prestar apoio em ocorrências de maior complexidade.
Suspeito foi preso
Após o atropelamento, um dos ocupantes da motocicleta, identificado como Wesley Alves Souza, de 19 anos, foi preso em flagrante pelo crime de receptação e encaminhado ao sistema prisional.
O segundo suspeito que estava na moto conseguiu fugir e, até o momento, não foi localizado pelas forças de segurança.
A morte de Sindy gerou comoção entre integrantes da Polícia Militar e admiradores do trabalho desenvolvido pelos cães policiais, que desempenham papel fundamental nas ações de combate à criminalidade em todo o Espírito Santo.
Redação ES em Rede – 22/06/2026





