
Uma operação da Polícia Civil encontrou sete cães em situação de maus-tratos na área de um prédio localizado no bairro Maruípe, em Vitória, na manhã desta quarta-feira (7). Um dos animais foi localizado morto, preso em um espaço isolado, sem acesso a água ou alimento. Os demais estavam debilitados, infestados de carrapatos e em visível estado de abandono.
Segundo o delegado Marcelo Nolasco, titular da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), a ação teve início após uma denúncia feita por uma moradora da região. Os animais estariam sob responsabilidade de uma família que residia no local, e cuja condição também passou a ser investigada.
“Viemos até aqui hoje pela manhã e encontramos uma situação muito pior do que poderíamos imaginar. Dos sete cachorros objeto da denúncia, um estava morto, trancado com tapume, sem acesso nenhum à água ou comida. Morreu de fome e sede. Os outros estavam infestados de carrapatos, com muitos sinais de maus-tratos, sem comida, vivendo na rua, se virando como podiam”, relatou o delegado.
Família em situação precária
Durante a ação, os policiais também encontraram uma mulher com três filhos pequenos vivendo em condições degradantes no mesmo local. Ela afirmou que o marido trabalha para a empresa do dono do imóvel e que a família mora ali a pedido do empregador, para evitar invasões.
“Ela relatou que o marido não tem folga, férias ou direitos trabalhistas. Vive com a família em meio a fezes de animais, em um imóvel completamente sucateado. Uma situação alarmante, que pode configurar trabalho em condição análoga à escravidão”, destacou Nolasco.
Ações e encaminhamentos
A Polícia Federal foi acionada para apurar se a situação configura crime trabalhista grave. A Secretaria de Meio Ambiente de Vitória também foi chamada para apoiar na ocorrência e cuidar do resgate dos animais sobreviventes. Equipes da assistência social da Prefeitura de Vitória compareceram ao local para prestar apoio à família.
O homem responsável pelos animais será intimado e deverá responder por crime de maus-tratos. A Polícia Federal ainda não se manifestou sobre a possível investigação de trabalho análogo à escravidão até o momento da publicação.





