
Vitória amanheceu mais colorida e com um clima de mobilização nesta terça-feira (12). A “Caminhada Ruas Visíveis ou Invisíveis” reuniu dezenas de pessoas vestidas com roupas vibrantes, carregando bolas e cartazes para chamar a atenção da sociedade sobre a defesa dos direitos da população em situação de rua. O percurso começou em frente ao Centro de Referência para Pessoa em Situação de Rua (Centro Pop), no Centro, e terminou com um abraço simbólico na Praça Costa Pereira.
Os participantes levaram mensagens pedindo respeito, oportunidades, trabalho e, principalmente, moradia. Entre eles estava Reginaldo Borges de Assis, 49 anos, que, ao chegar à praça, expressou dois sentimentos: frustração, por ainda viver na rua, e esperança de superação, acreditando que precisa apenas de uma oportunidade de emprego para mudar de vida.
Robson de Andrade Nascimento, 60, que viveu nas ruas durante a pandemia de Covid-19 após perder emprego e família, participou mesmo já tendo conquistado sua casa. Ele contou que recebeu apoio do Consultório na Rua e do Centro Pop, e fez questão de estar presente para reencontrar antigos colegas e reforçar que nem todos que vivem nas ruas estão envolvidos em crimes.
A gerente de Proteção Social de Média Complexidade, Fabíola Calazans, ressaltou que a iniciativa busca promover integração entre a população em situação de rua e a sociedade, fortalecendo a luta por direitos. Já a secretária de Assistência Social, Soraya Manato, destacou que o evento também representa um ato de visibilidade e de luto por essa população, reforçando a importância do diálogo sobre políticas públicas.
A ação foi organizada pelos trabalhadores de todos os serviços socioassistenciais de Vitória, com cartazes e vestimentas confeccionados por pessoas atendidas nos serviços de acolhimento e nos Centros Pop.





