
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Veritas, em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, para combater a falsificação de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs). A ação resultou na apreensão de diversos documentos falsificados que estavam prontos para envio pelos Correios.
De acordo com a PF, a operação é resultado de uma investigação conjunta com os Correios, iniciada após a identificação de remessas suspeitas de CNHs falsificadas enviadas de Itapemirim para outras cidades da região Sul do Estado.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços ligados ao esquema criminoso. Um deles era a residência de quem enviava os documentos falsos, e o outro, de quem os recebia.
Durante as buscas, os agentes encontraram várias carteiras de habilitação falsificadas, algumas dentro de envelopes já lacrados e prontos para postagem. O material foi apreendido, junto com o celular de um dos investigados, que será encaminhado à perícia técnica.
A análise do aparelho deverá ajudar a identificar mensagens, contatos e transações financeiras que possam revelar a participação de outros envolvidos no esquema. A PF não divulgou a quantidade exata de documentos apreendidos, mas confirmou que há indícios de um grupo articulado atuando na produção e distribuição das CNHs falsas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação ou alteração de documento público e uso de documento falso, previstos nos artigos 297 e 304 do Código Penal Brasileiro. As penas podem chegar a 12 anos de prisão.
O nome da operação, Veritas — que significa “verdade” em latim — faz referência à atuação da Polícia Federal na defesa da autenticidade e integridade dos documentos públicos.
A corporação destacou ainda que o uso de uma CNH falsificada representa grave risco à segurança no trânsito, já que o documento atesta que o condutor passou por avaliações teóricas e práticas obrigatórias para dirigir de forma segura.
A Polícia Federal reforçou que a falsificação de habilitações coloca em risco a vida de motoristas e pedestres, além de comprometer a credibilidade dos órgãos de controle de trânsito. O objetivo, segundo a corporação, é desarticular toda a rede envolvida nesse tipo de crime.





