Fonte: Arquivo Pessoal
Ela começa assim. Sem floreios. Mas por trás dessa frase existe uma trajetória que explica exatamente por que o trabalho dela vai muito além de vender contratos.
Essa é Valeska Pagio, sócia da Vitória Intermédica, uma empresa que atua com gestão estratégica de contratos de planos de saúde e seguros.
Sua história profissional começou no setor administrativo de clínicas, hospitais e consultórios. Foi ali, na rotina intensa do atendimento, que ela teve contato direto com pacientes, empresas e operadoras de saúde. E foi ali também que passou a enxergar as dores reais do sistema.
“Eu via pacientes que não eram bem atendidos pelos planos, que não recebiam orientação adequada dos corretores e que se sentiam perdidos justamente no momento em que mais precisavam.”
Ao mesmo tempo, observava outro cenário:
“Funcionários (de empresas) chegavam às clínicas sem qualquer direcionamento. Muitas vezes com benefícios muito aquém do que a convenção coletiva previa. Em outros casos, com planos além do necessário, gerando custos excessivos para a empresa.”
Foi nesse contraste que nasceu o olhar estratégico. O problema não era apenas o plano contratado. Era a ausência de gestão.
“Eu entendi que o problema não estava só no produto, mas na falta de estratégia, orientação e acompanhamento.”
E foi exatamente isso que a levou a empreender.
O negócio nasceu da escuta
Muita empresa nasce de uma oportunidade. O dela nasceu da escuta.
“No pós-venda eu comecei a perceber dores recorrentes: reajustes inesperados, contratos mal compreendidos, falta de planejamento e decisões tomadas apenas na urgência.”
Esse foi o ponto de virada.
“Ali eu entendi que meu papel não era vender planos. Era gerir contratos ao longo do tempo.”
Essa frase resume o modelo de negócio dela. Ela trabalha com gestão estratégica de contratos de planos de saúde e seguros. Isso significa acompanhar, revisar, orientar e antecipar movimentos. É um trabalho contínuo, não pontual.
Ela explica de forma muito clara:
“Contratar um plano é um ato pontual. Gestão estratégica é um processo contínuo.”
Na prática, isso envolve:
- Analisar o perfil do cliente (empresa ou família)
- Acompanhar indicadores
- Antecipar reajustes
- Revisar contratos
- Orientar o uso correto do benefício
- Alinhar tudo ao planejamento financeiro e ao crescimento do negócio
“Gestão evita surpresas. E transforma o plano de saúde e o seguro em ferramentas de proteção e estabilidade, não em problemas.”
E aqui está um ponto importante para empresários: quando não há acompanhamento, o plano vira despesa imprevisível. Quando há gestão, ele vira instrumento de estabilidade.
Perguntei quais são os erros mais comuns que ela vê nos empreendedores. Ela foi direta:
- “Decidir apenas pelo menor preço.”
- “Não ler ou não entender o contrato.”
- “Não planejar reajustes.”
- “Buscar ajuda só quando o problema já estourou.”
Esses erros, segundo ela, custam caro no médio e longo prazo. Não apenas financeiramente, mas emocionalmente.
Porque quando o problema aparece, geralmente aparece grande.
Uma das maiores viradas que ela provoca nos clientes é mental.
“Quando o empresário entende que saúde impacta diretamente produtividade, retenção de talentos, clima organizacional e sustentabilidade do negócio, a mentalidade muda.”
Plano de saúde e seguro deixam de ser vistos como custo isolado e passam a ser enxergados como:
- Previsibilidade
- Proteção
- Continuidade
“O segredo está em planejar, acompanhar e tomar decisões estratégicas, não reativas.”
Essa fala é central.
Negócios saudáveis não vivem apagando incêndio. Eles antecipam movimentos. 
Fonte: Arquivo Pessoal
Maternidade e empreendedorismo: duas escolas simultâneas
Ela também carrega outro título importante: mãe de quatro filhos.
“Conciliar maternidade, família e negócio é um dos maiores desafios da minha vida. E uma das minhas maiores escolas.”
Ela não romantiza. Mas traz maturidade:
“Não existe equilíbrio perfeito. Existem escolhas conscientes.”
Planejamento, organização, rede de apoio e clareza de propósito são os pilares que sustentam essa jornada. E os aprendizados se misturam.
“O empreendedorismo me ensinou a planejar melhor, a decidir com base em dados e a pensar no longo prazo e eu levo isso para minha vida pessoal.”
Por outro lado:
“A maternidade me ensinou flexibilidade, empatia e resiliência. Habilidades essenciais para liderar, negociar e crescer de forma sustentável.”
Ela resume de forma simples e profunda:
“Planejamento e previsibilidade são importantes. Mas saber lidar com o imprevisto é fundamental.”
A orientação dela para empresários em expansão é objetiva:
“Quando o negócio cresce, a complexidade cresce junto.
E tentar fazer tudo sozinho costuma sair caro.”
Buscar apoio especializado não é sinal de fraqueza. “É sinal de maturidade empresarial.”, completa Valeska Pagio.
Especialmente em áreas críticas como saúde e seguros, onde decisões mal estruturadas podem comprometer caixa, clima organizacional e estabilidade.
“Ter parceiros estratégicos, especialmente em áreas críticas como saúde e seguros, permite que o empresário foque no que faz de melhor, com mais segurança e tranquilidade para crescer.”
No fim das contas, o trabalho dela não é sobre vender planos. É sobre proteger crescimento, organizar contratos para que eles não se tornem problemas, transformar saúde e seguro em estratégia.
E, principalmente, é sobre ensinar empresas e famílias a tomarem decisões mais conscientes, equilibradas e humanas quando o assunto é proteção.
Débora Pires | Consultoria Empresarial | Ela Conecta Soluções Empresariais
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