Quando planejamos uma viagem, pensamos nos passeios, nas paisagens, nos restaurantes e nos lugares que queremos conhecer. Mas existe uma escolha que também faz parte da experiência e que, muitas vezes, passa despercebida: decidir onde e de quem comprar.
Levar uma lembrança para casa, experimentar um doce produzido naquela cidade, comprar um queijo diretamente de quem fabrica ou escolher uma peça de artesanato feita por mãos locais são atitudes que aproximam o turista da cultura e da identidade do destino.
E não se trata apenas de consumir. É uma maneira de conhecer histórias, valorizar tradições e contribuir para que o dinheiro gasto durante a viagem também beneficie quem vive naquela comunidade.
Além do souvenir
Em cada região do Espírito Santo, encontramos produtos que contam um pouco da história de seus moradores. São artesãos, agricultores familiares, pequenos produtores, cozinheiros e empreendedores que transformam conhecimentos e tradições em produtos e experiências para os turistas.
Pode ser uma panela de barro feita pelas paneleiras de Goiabeiras, uma peça de artesanato produzida com conchas em Piúma, um café especial das montanhas capixabas, um queijo ou socol produzido em uma propriedade rural, um iogurte artesanal ou uma geleia preparada com frutas da região.
O turista que conhece esses produtos também descobre um pouco do modo de vida local. E, quando compra diretamente desses empreendedores, ajuda a fortalecer pequenos negócios e a manter atividades que fazem parte da identidade cultural e econômica dos municípios.
O impacto de cada escolha
Os números mostram a dimensão dessa cadeia. Um estudo do Observatório do Turismo estima que o setor movimentou R$ 10,9 bilhões no Espírito Santo em 2023, o equivalente a 7,04% do PIB estadual.
Além disso, o estado reúne mais de 72 mil empresas ligadas às atividades turísticas, entre elas restaurantes, meios de hospedagem, empreendimentos de alimentação, agências e diversos pequenos negócios.
Isso mostra que o turismo não acontece apenas nos grandes hotéis e atrativos conhecidos. Ele também está na pequena loja de uma cidade do interior, na propriedade rural que recebe turistas, no restaurante familiar e na feira onde produtores apresentam o resultado do próprio trabalho.
Quando o turista escolhe consumir nesses lugares, o benefício vai muito além de uma compra: ajuda a movimentar uma rede que gera trabalho, renda e oportunidades.
Comprar também é conhecer
Uma viagem pode ficar ainda mais interessante quando reservamos um tempo para conhecer os mercados municipais, as feiras de produtores, as lojas de artesanato e os empreendimentos familiares.
Podemos voltar para casa levando a história do produto. Saber quem produziu, como aquele alimento é preparado ou de onde vem determinada tradição torna a compra parte da experiência turística.
E essa relação precisa ser valorizada. Um destino também é formado pelas pessoas, pelos saberes e pelos negócios que dão vida a ele.
Na sua próxima viagem, experimente olhar além dos pontos turísticos. Conheça o comércio local, converse com os produtores, prove os sabores da região, os pratos típicos e valorize quem faz daquele lugar um destino especial.
Afinal, quando o turista compra de quem vive no destino, todos podem ganhar: quem produz, quem vende, a comunidade e também quem viaja, levando para casa um pouco da história daquele lugar.
E você, costuma comprar produtos locais quando viaja? Já levou para casa alguma lembrança, sabor ou peça de artesanato que representa a história de um destino?
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