
Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, o cuidado com o corpo e a mente se tornou essencial para quem busca qualidade de vida. A prática regular de exercícios físicos, aliada a uma alimentação equilibrada, é hoje reconhecida como uma das formas mais eficazes de preservar a saúde e o bem-estar. Muito além da estética, manter o corpo ativo é uma forma de fortalecer o sistema imunológico, prevenir doenças e melhorar a disposição mental e emocional.
Mas quais são os erros mais comuns de quem tenta começar uma rotina saudável? É possível alcançar bons resultados apenas com a alimentação? E de que forma o estresse e a ansiedade influenciam nessa jornada?
Para responder a essas e outras questões, o educador físico Leonardo Zulcão fala sobre os principais pilares de um estilo de vida equilibrado e explica como pequenas mudanças podem fazer toda a diferença para o corpo e para a mente.
Quais são os principais erros que as pessoas cometem ao tentar adotar uma rotina mais saudável e equilibrada?
“O erro mais comum é querer resultados imediatos”, afirma Leonardo Zulcão. “Muitas pessoas fazem mudanças extremas na rotina e sem orientação profissional, o que se torna insustentável a longo prazo. A pressa para ver resultados geralmente leva à frustração e ao abandono dos novos hábitos.”
De que forma a alimentação balanceada influencia diretamente na disposição, na concentração e no desempenho físico e mental do dia a dia?
“O alimento é o combustível do nosso corpo”, explica o especialista. “Quanto mais comida de verdade e menos produtos ultraprocessados fizerem parte da dieta, melhor será o funcionamento do organismo. Uma alimentação equilibrada garante energia, concentração e melhora o desempenho físico e mental.”
É possível manter uma boa saúde apenas com alimentação adequada, sem a prática regular de exercícios físicos?
“Somente em partes”, responde Zulcão. “Uma alimentação equilibrada fortalece o sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças como o diabetes. Mas o exercício físico vai além disso, ele melhora a saúde cardiovascular, aumenta o fluxo sanguíneo e estimula neurotransmissores ligados ao foco, à motivação, ao sono e até à socialização. É o conjunto que faz a diferença.”
Como o estresse e a ansiedade impactam o bem-estar físico e os hábitos alimentares, e quais estratégias você recomenda para equilibrar esses fatores?
“O maior impacto está na falta de consistência”, observa Leonardo. “Quando o estresse e a ansiedade tomam conta, vem a indisposição e a dificuldade de concentração. Por isso, é importante encontrar um ambiente acolhedor, onde a pessoa se sinta bem e motivada. Não existe força maior do que uma comunidade unida por um propósito — treinar em grupo, em um espaço onde você se identifica, faz toda a diferença.”
Que medidas simples qualquer pessoa pode adotar hoje para começar a cuidar melhor da própria saúde e evitar doenças no futuro?
“Na alimentação, a regra é simples: desembalar menos e descascar mais”, aconselha o educador físico. “E quanto à prática de exercícios, o ideal é começar devagar. Tire 30 minutos para caminhar na rua, cumprimente as pessoas, e aumente 10 minutos por semana, respeitando seu ritmo. Esse primeiro passo já é suficiente para despertar bem-estar e vontade de continuar evoluindo.”





