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De olho no prato das escolas

Victor Cremasco, vereador de Nova Venécia, fazendo discurso na câmara. Foto: assessoria

Uma reviravolta na gestão da alimentação escolar pode estar a caminho em Nova Venécia. A administração municipal, comandada por Lubiana Barrigueira (PSB), avalia a possibilidade de transferir a responsabilidade pela merenda das escolas públicas a uma empresa terceirizada a partir de 2027.

O assunto veio à tona após o vereador Victor Cremasco (DC) ir até a Secretaria de Educação para cobrar esclarecimentos sobre o projeto, que começou a circular internamente em reuniões com servidores da área.

O cenário financeiro e orçamentário

Apesar de a Prefeitura ainda não ter publicado atas oficiais ou formalizado contratos, sondagens preliminares indicam que o custo da operação pode oscilar entre R$ 11 milhões e R$ 15 milhões. Para efeito de comparação, o Plano Plurianual (PPA) entre 2026 e 2029 prevê um montante de R$ 19,8 milhões voltado unicamente para a compra de insumos alimentares. No entanto, aponta-se que contratos terceirizados englobam despesas muito mais amplas, como mão de obra, logística, frete refrigerado e a infraestrutura de preparo dos pratos.

Pontos críticos levantados pelo Legislativo

A possível mudança no modelo de gestão acendeu alertas importantes em relação a setores cruciais da cidade:

O futuro dos servidores: Existe forte preocupação de que os profissionais atualmente encarregados de preparar e coordenar as refeições nas escolas percam seus postos ou sejam afastados de suas funções habituais.

A participação dos pequenos produtores: Atualmente, a rede municipal compra mantimentos semanalmente de agricultores locais com o apoio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O mandato parlamentar questiona de que maneira o cumprimento das cotas obrigatórias de aquisição da agricultura familiar seria garantido caso o serviço passe para as mãos de uma corporação privada.

Enquanto a Prefeitura mantém em aberto chamadas públicas para fornecedores rurais e firmou recentemente contratos para o transporte refrigerado de mantimentos, a gestão executiva optou por não emitir respostas formais sobre os moldes do projeto ou o cronograma pretendido. O tema segue sob fiscalização e análise da Câmara Municipal.

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