
O currículo da rede municipal de ensino de Vila Velha trabalha, ao longo de todo o ano, a educação das relações étnico-raciais, com foco na valorização da história e da cultura afro-brasileira, indígena e de outras matrizes que compõem a identidade nacional. Na semana em que se celebra o Dia da Consciência Negra, nesta quinta-feira (20), as escolas intensificam ações culturais e pedagógicas para reforçar aprendizagens e contribuir para o enfrentamento ao racismo.
Nesta terça-feira (18), às 8h e às 14h, a Umef Profª Emília do Espírito Santo Carneiro, em Vale Encantado, promove uma Mostra Cultural e Pedagógica para apresentar aos alunos e familiares os trabalhos realizados sobre cultura brasileira, identidade, diversidade religiosa e temas que dialogam com as relações étnico-raciais.
Na quarta-feira (19), a partir das 15h, os estudantes da Umefti Professor Elson José de Souza, em Jaburuna, participam da feira afrocultural “Braficanidades: a África reinventada à brasileira”. Todas as turmas vão expor pesquisas que abordam heranças africanas e suas contribuições para a formação cultural do Brasil.
Também na quarta (19), às 14h30, a Umefti Macionília M. Bueno, em Ilha das Flores, promove uma celebração especial com o Bloco Coisas de Negres e uma palestra com o filósofo Edson Bomfim. “Teremos diversas atividades que destacam o protagonismo preto dentro da escola, incluindo a apresentação do nosso grupo de dança Dandara Sem Movimento”, afirma a professora Marizete Varejão.
Na segunda-feira (24), a partir das 13h, a Umef Pedro Herkenhoff, em Cobilândia, realiza um evento com roda de conversa com o professor Dr. Carlos Fabian de Carvalho, apresentação do Coral CMUPH acompanhado pela banda da Umef Paulo Mares Guia e exposição de produções artísticas. O encerramento contará com apresentação musical da professora e cantora Elaine Augusta, da Secretaria Municipal de Educação.
“Os alunos das duas escolas se uniram com o tema ‘Consciência Negra’ em voz, ritmo e emoção, transformando informação em música e unindo saber, cultura e sentimento”, destacou a gestora Renata Barbatto.
A coordenadora de Estudos Africanos, Afro-Brasileiros e Indígenas (Ceafri/ Semed), Flávia Dubberstein, reforça que o compromisso da rede municipal é permanente. “A Secretaria de Educação vem implementando projetos e iniciativas de enfrentamento ao racismo em todas as etapas de ensino. Nossa estratégia central é o Letramento Racial, com formação aprofundada para todos os servidores, especialmente professores, oferecendo subsídios para eliminar qualquer prática racista no ambiente escolar”, afirma.
Dados do Sistema de Gestão Escolar apontam que 45.345 estudantes da rede municipal se autodeclaram pretos ou pardos, o que corresponde a 81,6% das matrículas em Vila Velha.





