
O Estado do Espírito Santo investiga 14 mortes suspeitas por dengue, conforme indica o painel de monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Atualmente, o estado registra 4.881 casos confirmados da doença, o que resulta em uma incidência de 524,11 casos por 100 mil habitantes. Esses números ressaltam o impacto da doença na região e reforçam a necessidade de ações intensificadas de prevenção e controle.
Panorama Nacional
No cenário nacional, até esta quinta-feira (13), foram confirmadas 109 mortes por dengue, com outras 300 ocorrências ainda em investigação. Segundo dados do Ministério da Saúde, desde o início do ano, o Brasil contabilizou 287 mil casos prováveis da doença, atingindo uma taxa de incidência de 135,2 casos por 100 mil habitantes. Esses números são monitorados por semanas epidemiológicas – o país encontra-se atualmente na sétima semana do ano. No mesmo período de 2024, foram registrados 122 óbitos e 688 mil casos prováveis de dengue, demonstrando um aumento preocupante.
Desigualdades Regionais
O estado de São Paulo concentra a maior parte dos óbitos, com 79 mortes, representando 72% do total nacional. Em seguida, o Paraná confirmou cinco óbitos, enquanto Rio de Janeiro e Minas Gerais registraram três mortes cada. Outros estados, como Acre, Amapá, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, confirmaram um óbito cada.
Em termos absolutos, São Paulo lidera também os casos prováveis, com 168 mil registros desde o início de 2024, o que representa quase 60% do total de casos no país. Minas Gerais segue com 32 mil casos, enquanto Goiás e Paraná registraram aproximadamente 15 mil casos cada. Em relação ao coeficiente de incidência, o Acre lidera com 588,8 casos por 100 mil habitantes, seguido por São Paulo, com 365,8 casos, e Mato Grosso, com 311,7.
A maioria dos casos foi registrada em mulheres (55%), e a faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, com quase 55 mil casos, representando aproximadamente um em cada cinco registros. Diante deste cenário, as autoridades de saúde enfatizam a importância da detecção precoce e do tratamento, visto que a dengue é uma doença com cura quando o tratamento é iniciado de forma oportuna.
O Brasil foi o primeiro país a disponibilizar gratuitamente a vacina contra a dengue, a Qdenga, fabricada pela farmacêutica japonesa Takeda. A vacinação requer duas doses para imunização completa, e o público-alvo prioritário são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, devido ao alto índice de internação nessa faixa etária.
Recordes de 2024
Entre janeiro e dezembro de 2024, o Brasil registrou 6.103 mortes por dengue, com 761 óbitos ainda em investigação. O país contabilizou impressionantes 6,644 milhões de casos prováveis da doença, um aumento superior a quatro vezes em relação a 2023 – um ano que já havia sido recorde em número de casos.
Diante dos números expressivos e das variações regionais, as autoridades reforçam a necessidade de intensificar as medidas de prevenção, vigilância e controle da dengue. A continuidade do monitoramento, a ampliação da vacinação e as campanhas de conscientização são essenciais para reduzir a incidência da doença e salvar vidas. O combate à dengue continua sendo uma prioridade no Brasil, exigindo o engajamento conjunto de governos, profissionais de saúde e da população.





