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Espírito Santo receberá 268 mil testes rápidos para diagnóstico de dengue

Foto: Freepik

Na próxima semana, o Espírito Santo será contemplado com cerca de 268 mil testes rápidos para o diagnóstico de dengue, como parte de uma iniciativa do Ministério da Saúde que distribuirá 6,5 milhões de testes em todo o país. É a primeira vez que o Estado recebe esse tipo de exame, resultado de um investimento federal de R$ 17,3 milhões.

O envio ocorre em um momento crítico, já que o Espírito Santo está entre os seis estados com maior risco de aumento nos casos de dengue em 2025, segundo o InfoDengue. A previsão é impulsionada pela continuidade do fenômeno El Niño, que agrava as condições climáticas favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, transmissor da doença.

Complemento às estratégias atuais

De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, os testes rápidos irão complementar as estratégias existentes de controle do vetor. Apesar de identificar a presença do vírus da dengue, os testes não diferenciam os sorotipos nem detectam outras arboviroses, como zika e chikungunya.

“É fundamental que os municípios sigam os protocolos de coleta e envio de amostras para análise laboratorial. A vigilância epidemiológica depende disso para identificar os sorotipos em circulação”, reforçou Ethel.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece exames de biologia molecular e testes sorológicos, disponíveis nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Números da dengue no ES em 2025

Segundo o boletim epidemiológico mais recente, divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Espírito Santo já registrou:

  • 11.558 casos prováveis (entre confirmados e em investigação).
  • 2.191 casos confirmados, com uma incidência de 301,48 casos por 100 mil habitantes.
  • Na última semana epidemiológica (12 a 18 de janeiro), foram notificados 3.815 casos prováveis e 648 confirmados.

Logística de distribuição

Dos 6,5 milhões de testes adquiridos, 4,5 milhões serão enviados aos estados na primeira remessa, enquanto os dois milhões restantes serão mantidos como estoque estratégico para atender locais com aumento inesperado de casos.

A reportagem procurou a Sesa para detalhes sobre a distribuição dos kits pelos municípios e a quantidade destinada a cada cidade, mas não houve retorno até o fechamento da matéria.

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