Compartilhe

Exposição reúne trabalhos de 24 artistas indígenas no Museu de Arte do ES

A arte contemporânea dos povos indígenas Tupinikim e Guarani será destaque no Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória. A exposição “Reencontro” será inaugurada no dia 3 de novembro, às 17h, com um ritual de abertura e apresentações do grupo Guerreiros Tupinikim e do Coral Guarani Tapé Retxakã. A entrada é gratuita, e a mostra ficará aberta à visitação até 11 de janeiro de 2027.

Com participação de artistas indígenas de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, a exposição propõe uma reflexão sobre as culturas, as memórias, os territórios e as lutas contemporâneas dos povos originários. A iniciativa busca valorizar o protagonismo indígena na construção das narrativas sobre suas próprias histórias e experiências.

A mostra reúne trabalhos distribuídos em três eixos: artes plásticas, audiovisual e sonoridades ancestrais. A proposta é apresentar diferentes formas de expressão artística e cultural dos povos Tupinikim e Guarani, aproximando o público da produção contemporânea desenvolvida nos territórios indígenas capixabas.

Curadoria indígena e protagonismo cultural

A curadoria é assinada por Marcelo Guarani e Jocelino Tupinikim, mobilizadores culturais que atuam na valorização das tradições e das expressões artísticas dessas etnias no Espírito Santo.

Ao todo, 32 artistas são reunidos pela exposição, enquanto 24 participam diretamente da construção das obras. Entre os nomes envolvidos estão Ará Guarani, Bárbara Tupinikim, Cláudia Guarani, Claudiomiro Vaz, Daniela Matos, Deusdéia Tupinikim, Fran Guarani, Francisco Guarani, Josi Tupinikim, Josias Guarani, Lua Tupinikim, Margarida Tupinikim, Maynõ Guarani, Mestre Mizinho, Michel Fernandes, Nobert Conceição, Reinalda Tupinikim, Rogério Tupinikim, Senhor Pedro Tupinikim, Selenilda Tupinikim, Sônia Guarani e Tiago Mateus.

Os participantes vivem em territórios indígenas localizados em Aracruz, município que abriga comunidades dos dois povos. A presença dos artistas no MAES amplia a visibilidade de suas produções e leva ao público da capital diferentes perspectivas sobre identidade, ancestralidade e pertencimento.

Notícias Recentes