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Funcionário acusa chefe de quebrar seu nariz após ser demitido de multinacional no ES; polícia investiga o caso

Um jovem de 18 anos denunciou ter sido agredido pelo supervisor durante a assinatura da rescisão de contrato em uma empresa multinacional do setor de vidros e peças automotivas, em Guarapari, na Região Metropolitana de Vitória. O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira (4) e ganhou repercussão após o trabalhador apresentar vídeos que registram parte da discussão e as consequências da agressão.

De acordo com o jovem — que pediu para não ser identificado —, ele atuava como lavador há seis meses e teve o nariz quebrado, além de ficar com um dos olhos roxos. A vítima relatou que registrou o áudio da conversa usando o celular escondido no bolso e gravou um vídeo, já do lado de fora da sala, mostrando o rosto ensanguentado.

Na gravação feita no momento da rescisão, é possível ouvir o supervisor afirmar: “a partir de hoje nós encerramos o contrato com você”. Em outro trecho, ele diz: “tempo todo sendo mentiroso”.
À medida que a discussão se intensifica, o jovem reage, e é possível escutar frases como “não é assim que me trata, não seu moleque” e “você está me batendo”.

Já do lado de fora, o trabalhador mostra os ferimentos e desabafa para outro funcionário: “olha só o que ele fez comigo”, “isso não é coisa de líder não” e “sou cachorro não”.

Posicionamento da empresa

Em nota, o Grupo Autoglass informou que o supervisor envolvido na confusão foi desligado imediatamente após o episódio. A empresa também afirmou que o jovem não integra mais o quadro de funcionários.

“Somos um grupo composto por mais de 6 mil pessoas e esse fato isolado não representa de forma alguma nossas visões e valores”, diz o comunicado.

A empresa destacou a existência de regras internas de compliance e de um código de ética de conhecimento de todos os colaboradores, além de treinamentos voltados à segurança e ao respeito.
“Todas as medidas cabíveis foram tomadas com base no Código de Ética e na legislação trabalhista brasileira”, completou o texto.

Investigação

A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Guarapari. Para não prejudicar as apurações, detalhes adicionais não serão divulgados no momento.

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