A chegada do inverno e a queda das temperaturas acendem um alerta para a situação de pessoas e animais em vulnerabilidade. Sem proteção adequada contra o frio, quem vive nas ruas enfrenta riscos ainda maiores à saúde e à sobrevivência durante os dias mais gelados do ano.
Especialistas destacam que o período é especialmente difícil para a população em situação de rua, que sofre com o frio, a fome e a falta de acolhimento. Em Vila Velha, o atendimento é realizado pelo Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), que atua em todas as regiões administrativas do município, identificando e encaminhando pessoas em situação de vulnerabilidade para os serviços de assistência.
A prefeitura orienta que a população acione os canais oficiais e a ouvidoria ao identificar pessoas precisando de ajuda. “Nós já temos mapeado as principais vias onde tem uma incidência maior de pessoas em situação de rua. Então é sempre importante entrar em contato nos canais oficiais da prefeitura”, explicou o gerente de proteção social especial de média complexidade de Vila Velha, João Guilherme Simoura.
O objetivo é garantir que as equipes cheguem até essas pessoas, avaliem suas necessidades e ofereçam o atendimento adequado, principalmente durante o período de baixas temperaturas.
Os cuidados também devem ser estendidos aos animais, especialmente aqueles que vivem nas ruas. Veterinários alertam que cães e gatos também sofrem com o frio e podem desenvolver doenças, principalmente filhotes e animais idosos, que possuem o sistema imunológico mais fragilizado. “Os filhotes ainda não produziram toda resposta imunológica do corpo, então eles são mais vulneráveis. Diferente dos idosos que já têm a resposta imunológica debilitada”, disse a médica veterinária Bárbara Eller. “Tanto os filhotes quanto os idosos têm a condição de saúde mais deprimida, e por isso são mais suscetíveis a doenças no frio”, conclui.
Entre as recomendações estão a disponibilização de casinhas, cobertores e locais protegidos do sereno e da umidade para os animais comunitários e abandonados. Além disso, especialistas reforçam que o aquecimento, por si só, não é suficiente: é necessário manter a vacinação em dia e garantir acompanhamento veterinário.
Com atitudes simples, como a doação de roupas e cobertores para pessoas em situação de rua e a oferta de abrigo e cuidados aos animais, a população pode ajudar a minimizar os impactos do inverno. Solidariedade e atenção se tornam, neste período, formas de proteger quem mais precisa.





