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Justiça revoga prisão de mãe e padrasto de bebê que morreu em Vila Velha

A Polícia Civil requeriu a soltura do casal na tarde desta terça-feira (27). Créditos: TJES

A Justiça revogou a prisão de Paula Nazarett dos Santos Barbosa, de 31 anos, e de José Wilson Guimarães Júnior, de 38, mãe e padrasto do bebê de um ano e seis meses que foi levado já sem vida para um Pronto Atendimento em Vila Velha, no dia 10 de maio deste ano.

Na terça-feira (27), a Polícia Civil informou que não há indícios de crime na morte da criança e, por isso, solicitou a revogação da prisão do casal, que estava detido desde o início das investigações. Apesar da decisão judicial, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou, na manhã desta quarta-feira (28), que os dois ainda permaneciam presos.

Relembre o caso

José Wilson levou a enteada, Ágatha Ester, para a UPA de Riviera da Barra, afirmando que a menina estava passando mal devido a uma infecção preexistente. No entanto, segundo a Polícia Civil, a criança já chegou ao local sem vida. Na ocasião, a Polícia Científica apontou sinais de violência no corpo da menina.

Um laudo do médico legista do Instituto Médico Legal (IML) indicou que as lesões eram “incompatíveis com causas naturais ou queda, sendo compatíveis com traumas provocados por terceiros”, conforme informou a Polícia Civil.

Polícia pediu soltura

Em nota, lançada nesta terça-feira (27), a Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), explicou que as investigações ainda não haviam sido concluídas, mas estavam em fase final. No decorrer da apuração, não foram encontrados elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva.

“Há fortes indícios de que a lesão inicialmente constatada tenha sido provocada por uma massagem cardiorrespiratória realizada de forma incorreta, por pessoa leiga, sem formação técnica, no calor do desespero e realizada no corpo frágil de uma bebê. Portanto, não se configura crime”, informou a corporação.

A Polícia Civil também destacou que a criança apresentava um quadro clínico debilitado e vinha sendo levada diariamente à UPA para receber medicação venosa e passar por avaliações médicas.

“Durante as diligências realizadas não foram identificadas quaisquer condutas que desabonem a mãe da criança ou seu namorado, que estava responsável pela menor no momento dos fatos”, completou a nota oficial.

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