
Uma mulher de 39 anos foi presa na madrugada desta segunda-feira (12), suspeita de matar o marido a facadas no bairro Padre Pedro, em Alto Rio Novo, no Noroeste do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, a versão apresentada pela suspeita, de que teria agido em legítima defesa, não deve ser considerada diante da quantidade de golpes desferidos contra a vítima.
O homem foi identificado como Edvaldo Evangelista de Souza, de 36 anos. O crime ocorreu dentro da residência onde o casal morava. A companheira da vítima, Camila Domingos Barroso, foi presa em flagrante pelo crime de homicídio e encaminhada ao sistema prisional.
De acordo com informações da Polícia Militar, a mulher relatou que o episódio teve início após uma discussão. Em depoimento, ela afirmou que estava no banheiro quando o marido teria chutado a porta e entrado no local portando uma faca, após se irritar com a recusa dela em manter relações sexuais. Ainda segundo o relato, os dois entraram em luta corporal e, em determinado momento, Camila conseguiu tomar a faca e atingir o companheiro.
A suspeita também afirmou que o homem apresentava comportamento agressivo e que já havia sido vítima de agressões em outras ocasiões. No entanto, para o delegado Átila Ambrósio de Freitas, responsável pelo caso, os indícios preliminares enfraquecem a alegação de legítima defesa.
Segundo o delegado, a perícia constatou que Edvaldo apresentava diversas perfurações pelo corpo, sendo aproximadamente oito nas costas, sete na parte frontal e outras na região da cabeça.
O crime causou comoção entre moradores do bairro, conhecido por ser tranquilo. Vizinhos relataram ter ouvido gritos, discussões e momentos de desespero durante a madrugada. Ainda conforme a Polícia Militar, o pai da mulher estava na residência no momento do ocorrido, presenciou a discussão e chegou a pedir ajuda aos vizinhos.
Em nota, a Polícia Civil informou que a suspeita foi autuada em flagrante por homicídio e encaminhada ao sistema prisional. O corpo da vítima foi levado à Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Colatina, onde passou por necropsia antes de ser liberado para os familiares.





