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Operação mira aliança PCC–TCP e cumpre 27 mandados na Grande Vitória

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a terceira fase da Operação Bastilha de Bob, voltada a desarticular a atuação conjunta das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP) em Vila Velha. A ação teve como objetivo cumprir 17 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão temporária. As diligências ocorreram principalmente na Região 5 do município, mas também alcançaram endereços em Cariacica, Guarapari e Belo Horizonte (MG).

No total, sete pessoas foram presas, e dois mandados foram cumpridos contra investigados que já estavam no sistema prisional. Um suspeito permanece foragido. Paralelamente, um adolescente — que não estava entre os alvos iniciais — foi apreendido.

A operação faz parte das investigações sobre crimes ligados ao tráfico de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico e outros delitos relacionados ao comércio de entorpecentes em áreas estratégicas dos bairros Ulisses Guimarães, Balneário Ponta da Fruta e Barramares, em Vila Velha. O trabalho é conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Central) e contou com apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Polícia Militar e da Secretaria de Justiça (Sejus).

Embora o foco principal esteja em Vila Velha, os mandados autorizados pela 6ª Vara Criminal do município se estenderam a cidades vizinhas. Nas diligências, as equipes localizaram armas de fogo, carregadores, munições, drogas e dinheiro em espécie. As quantidades não foram detalhadas, pois as buscas continuam.

Parceria entre facções mirava ampliação territorial
A Operação Bastilha de Bob teve início após o Gaeco identificar um movimento de expansão do PCC, em parceria com o TCP, em diferentes bairros de Vila Velha. Segundo o Ministério Público, o grupo atuava no tráfico de drogas, porte ilegal de armas e outros crimes, com o objetivo de ampliar o domínio na chamada Região 5.

Na primeira fase, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e decretadas prisões temporárias de três suspeitos ligados às facções. Entre novembro de 2024 e março de 2025, as investigações resultaram na apreensão de celulares, dinheiro e na prisão de personagens considerados centrais na articulação criminosa. Entre eles está Maxsuel Hipólito de Araujo, conhecido como “Bob” ou “Bob Esponja”, capturado em Domingos Martins e apontado como um dos responsáveis pela aliança entre as facções.

As denúncias contra Maxsuel e Victor Hugo Cleiber Lima foram recebidas pela Justiça, que também decretou as prisões preventivas. Já o caso de Victor Manoel da Silva Ferreira, menor à época, foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

A segunda fase da operação ocorreu em maio de 2025, com mandados cumpridos em Vila Velha e São Mateus. Desde então, tiveram prisões preventivas decretadas: Eltern Soares, Lucas de Almeida Bernardo, Ramon Oliveira Favoretto, Gabriel dos Santos Ferreira, André Novais Gambarini, Caio Luna Damaceno, Kayke Bastos da Silva, Kaio Rafael Pimentel dos Santos e Raique Conceição dos Santos. Também foram denunciados Renan de Jesus Cardozo e Kauã Loyola Nogueira, que ainda não foram encontrados.

Força-tarefa
A operação desta terça mobilizou cerca de 96 policiais militares, incluindo equipes das Forças Táticas da 13ª, 11ª e 16ª companhias independentes, do 7º Batalhão, além de agentes do Batalhão de Missões Especiais (BME), do Batalhão de Ações com Cães (BAC), da Polícia Penal e de setores de inteligência da PM e do MPES.

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