
A Capitania dos Portos do Espírito Santo divulgou, na sexta-feira (10), o balanço final da Operação Navegue Seguro 2025/2026, realizada ao longo de quase três meses no litoral capixaba com o objetivo de coibir irregularidades e reforçar a segurança da navegação.
De acordo com a CPES, foram abordadas 4.050 embarcações entre os dias 17 de dezembro de 2025 e 11 de março de 2026. Desse total, 30 acabaram apreendidas. O número de abordagens representa um crescimento de 71% nos últimos três anos — em 2023, foram 2.364 fiscalizações.
Durante a operação, 170 embarcações foram notificadas por irregularidades. Também foram realizados 559 testes de etilômetro, como forma de reforçar a proibição da condução sob efeito de álcool. O volume de testes representa um aumento de 344% em comparação a 2023.
Os dados apontam ainda para o crescimento da atividade náutica no Estado. Entre 2023 e 2025, o número de novos habilitados para condução de embarcações de esporte e recreio subiu 62%, passando de 1.784 para 2.889. Atualmente, o Espírito Santo soma 41.135 pessoas com habilitação de amador e/ou motonauta.
No mesmo período, houve aumento de 35% no registro de novas embarcações, que passou de 577 para 776, totalizando 14.008 unidades no Estado. Com isso, cresceu também a demanda por fiscalização.
Segundo a Capitania, o alcance das inspeções também avançou. Nas três últimas edições da operação, o percentual de embarcações de esporte e recreio fiscalizadas passou de 19% para cerca de 29%, o que representa um aumento de 54% na cobertura proporcional. O resultado indica que o ritmo das inspeções cresceu acima do próprio aumento da frota.
Apesar da ampliação das ações, o número de irregularidades apresentou queda. Foram 198 notificações em 2024, contra 170 em 2026 — redução de aproximadamente 14%. Para a CPES, o dado reflete maior conscientização dos condutores quanto às normas de segurança.
Por outro lado, houve aumento no rigor das autuações em casos graves. O número de embarcações apreendidas saltou de 12, em 2023, para 30 em 2025 — alta de 150%. As apreensões ocorreram, principalmente, em situações de descumprimento da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, como condução sem habilitação e navegação em horários proibidos, especialmente no caso de motos aquáticas.
Durante as inspeções, os militares verificaram documentação obrigatória, como a Carteira de Habilitação de Amador (CHA) e o Título de Inscrição da Embarcação (TIE), além das condições gerais das embarcações. Também foram fiscalizados itens de segurança, como coletes salva-vidas e extintores de incêndio, o limite de passageiros e demais exigências legais.
Ao todo, a operação mobilizou 205 militares, com o emprego de 13 embarcações e nove viaturas, que atuaram em rios navegáveis, praias e áreas do litoral capixaba. As ações se concentraram em locais com maior fluxo de embarcações e pontos com registros de denúncias.
A CPES destacou ainda que o descumprimento das normas previstas na Lei nº 9.537/97 pode resultar em multa, além de sanções administrativas como suspensão ou cassação da habilitação, dependendo da gravidade da infração.
Além das fiscalizações, a Capitania intensificou ações educativas, com orientações em marinas, clubes náuticos e colônias de pesca, além de entrevistas em veículos de comunicação, reforçando a importância da navegação segura.





