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Operação Vareio desarticula esquema milionário de roubo de caminhões e cargas em cinco estados

Foto: Divulgação/Policia Federal

Uma megaoperação deflagrada na manhã desta terça-feira (30) mobilizou mais de 400 agentes de segurança para combater uma quadrilha especializada em roubo de caminhões e receptação de cargas. A ação, batizada de Operação Vareio, é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Estadual.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava em pelo menos cinco estados — São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso — e tinha como meta roubar dois caminhões por semana. O esquema poderia render mais de R$ 1 milhão por mês, segundo estimativas feitas pelos próprios integrantes.

Estrutura da operação

Ao todo, estão sendo cumpridos 35 mandados de prisão temporária e 49 mandados de busca e apreensão. Participam da ação 220 policiais federais e 205 policiais militares, que também atuam no bloqueio de bens e no fechamento de empresas envolvidas. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 40 milhões e a suspensão das atividades de companhias que compravam peças de caminhões roubados ou que facilitavam a movimentação financeira do grupo.

Como funcionava o esquema

A investigação teve início em maio de 2024, a partir de informações obtidas na Operação Cacaria. Segundo o Gaeco, a quadrilha realizava os roubos, levava os caminhões para galpões alugados e realizava o desmanche dos veículos. As peças eram, então, revendidas para receptadores em diferentes estados e até mesmo pela internet.

Para dificultar a ação da polícia e das seguradoras, os criminosos utilizavam bloqueadores de sinal de celular, GPS e Wi-Fi, capazes de desligar sistemas de monitoramento. Em alguns casos, o cavalo mecânico era separado da carreta sem gerar qualquer alerta às centrais.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a participação de um sócio de uma empresa de rastreamento de veículos por satélite, que teria repassado informações estratégicas sobre tecnologias antifurto, como LoRa e LoJack.

Modus operandi

Os roubos eram cometidos de três formas principais:

  • Abordagem armada enquanto o caminhão estava em movimento;

  • Falsas contratações de frete por meio de aplicativos;

  • Ameaças e violência contra caminhoneiros em áreas de descanso.

Após o desmanche, os lucros eram lavados por meio de laranjas, parentes e empresas de fachada. Estima-se que ao menos 50 crimes tenham sido praticados entre agosto de 2024 e junho de 2025.

Perfil dos investigados

Grande parte dos alvos já tem passagens pela polícia por crimes como roubo, receptação, formação de quadrilha, tráfico de drogas, estelionato, falsidade ideológica e ameaça. Agora, eles vão responder também por organização criminosa, lavagem de dinheiro, roubo e receptação.

Dois homens apontados como líderes do esquema eram responsáveis tanto pelo comando direto de algumas ações quanto pelo recrutamento de novos integrantes.

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