
Três policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento na morte do adolescente Kaylan Ladário dos Santos, de 17 anos, encontrado sem vida na orla de Cariacica um dia após desaparecer. Os militares foram indiciados por homicídio qualificado e estão detidos no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Vitória.
O caso ocorreu em 18 de fevereiro, quando Kaylan foi abordado no bairro Aparecida, em Cariacica, devido a um mandado de apreensão que constava em seu nome. Levado à Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), no Centro de Vitória, foi constatado que o mandado estava vencido. O delegado de plantão orientou os policiais a conduzirem o jovem de volta para casa. No entanto, durante o trajeto, ele desapareceu.
Inicialmente, os policiais alegaram que o adolescente havia fugido da viatura. Meses depois, a investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar apontou que Kaylan foi jogado da Segunda Ponte pelos agentes. Imagens de vídeo capturaram o momento do crime, e o material, embora não divulgado publicamente, foi exibido à mãe do adolescente.
“Eu vi o vídeo. Eles jogaram meu filho da ponte e ele não sabia nadar. Eles o trataram como se fosse nada, mas ele era tudo para mim. Agora, tenho uma pequena esperança de justiça”, declarou Leicester Ladário, mãe de Kaylan.
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou os três policiais por homicídio qualificado, destacando que a vítima não teve chance de defesa. O caso está sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica e tramita sob segredo de Justiça.
Em nota, a Polícia Militar informou que os agentes estão presos preventivamente e reafirmou o compromisso da instituição com a ética e a transparência. A corporação acrescentou que foi instaurado um inquérito para apurar a conduta dos envolvidos.
Já a Associação das Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar (Aspra-ES) declarou que acompanha o caso e presta apoio jurídico e social aos policiais, ressaltando confiar na legitimidade da atuação dos militares e que o departamento jurídico atua para esclarecer os fatos.





