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Postura em risco: telas e mochilas pesadas afetam saúde de crianças e adolescentes

Foto: Pixabay

Novas gerações, novos problemas: as telas de eletrônicos e mochilas cada vez mais pesadas agora afetam o desenvolvimento físico de crianças e adolescentes da geração X. Especialistas em saúde, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), alertam que problemas posturais, antes mais comuns na fase adulta, estão surgindo ainda na infância — seja pela postura ao manusear dispositivos eletrônicos, ou pela sobrecarga de materiais dentro das mochilas ao levar o dia-a-dia escolar.

A quiroprata Fernanda Hinchink, especialista em saúde física, explicou que existem cuidados necessários para preservar a postura e a coluna de crianças e adolescentes. Um deles é controlar o peso da mochila de alça usada para atividades escolares, que não deve ultrapassar 15% do peso corporal da pessoa. “Uma criança de 30 quilos, por exemplo, a gente recomenda que o peso da mochila seja entre 3 e 4 quilos e meio no máximo. Quando ultrapassa isso, problemas estruturais podem, sim, serem acarretados para o físico da criança. Ela pode começar a reclamar de dor nos ombros, tensão na região do trapézio, do pescoço e até do quadril”, explicou.

A prática de carregar a mochila em um só ombro, comum entre adolescentes no seu dia-a-dia escolar, também é perigosa. “Quando a mochila é usada só de um lado, pode ser o começo de uma inclinação para aquele lado do corpo”.

Já quando se trata do uso de celular e tablets, a especialista recomenda que menores de idade, ainda em fase de crescimento, usem os aparelhos na altura dos olhos. A postura inadequada na hora de utilizar as telas pode prejudicar a estrutura da coluna até a chegada da maioridade. “A criança fica muito tempo olhando para baixo, segurando o aparelho no colo e olhando para baixo. Isso pode fazer com que ela desenvolva uma curvatura muito acentuada e errada no pescoço — o famoso “calombinho”, que muita gente reclama, pode ser, sim desenvolvido por causa do uso de tela.”

Dores de cabeça também são sintomas comuns de mal uso excessivo de eletrônicos. Segundo Fernanda, a musculatura da cabeça, do pescoço e dos ombros, bem como a região dos olhos exposta ao brilho das telas de forma prolongada, são áreas do corpo humano que também são afetadas pela prática e não deve ser ignorada, principalmente na fase infantil.

Pessoas que sofrem com dores crônicas na coluna e problemas musculares, recorrem, comumente, à quiropraxia, uma abordagem terapêutica que une o diagnóstico e o tratamento de disfunções e dores corporais. Apesar de ser popular entre adultos, crianças e jovens também podem desfrutar dos benefícios da quiropraxia. Fernanda, inclusive, recomenda a prática.

“O quiropraxista consegue auxiliar melhor nessa fase de desenvolvimento de menores, já que hoje em dia, é muito difícil a gente não ter o uso de tela. É comum que pais levem seus filhos a fazer o tratamento justamente pela queixa sobre a postura dos pequenos ou com dores relacionadas ao uso de tela por mum tempo. A criança ou o adolescente pode fazer o tratamento de vez em quando para ajudar a aliviar essas tensões e evitar com que alterações posturais atinjam uma idade mais elevada”, afirmou.

 

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