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PRF é preso após sacar arma e ameaçar equipe médica durante atendimento ao pai em Vila Velha

Um policial rodoviário federal de 47 anos foi detido após ameaçar, com uma arma, enfermeiros, técnicos de enfermagem e um segurança em um hospital particular de Vila Velha, na noite deste domingo (23). O PRF Pablo Antuane Pontini acompanhava o pai, que apresentava sinais de infarto e acabou morrendo após dar entrada na unidade, localizada no bairro Divino Espírito Santo.

Segundo relatos, o policial chegou ao hospital por volta de 19h30. Durante o atendimento, ele teria perdido o controle e sacado a arma de serviço, apontando-a para profissionais de saúde que tentavam reanimar o pai. Testemunhas afirmam que Pontini entrou à força na sala de emergência enquanto a equipe realizava manobras de ressuscitação.

Uma técnica de enfermagem declarou que teve a arma encostada na nuca durante o procedimento.
“Ele veio até mim com a arma apontada na minha nuca, pedindo que eu saísse de cima do pai dele. Eu continuei na RCP, ele mirando arma para mim, e eu implorando: ‘para, estou tentando salvar seu pai, não faz isso, não me mata’. Depois a esposa dele entrou e implorou para que ele não atirasse em ninguém”, relatou a profissional.

Outros funcionários contaram que também foram ameaçados, entre eles enfermeiros, técnicos e um segurança. Pacientes e acompanhantes se assustaram com a situação.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou o PRF visivelmente alterado e chorando. Ele admitiu ter sacado a arma e alegou que o fez após ser segurado nos braços pelo segurança, que tentou impedir sua entrada na área restrita.

Pontini foi levado inicialmente para a sede da Polícia Federal e depois conduzido à Delegacia de Vila Velha. A Polícia Civil informou que ele foi autuado em flagrante por constrangimento ilegal e ameaça. O policial pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado para responder em liberdade.

A Polícia Rodoviária Federal informou que instaurou um procedimento preliminar para apurar as circunstâncias do ocorrido, por meio de sua área correicional, e que todos os fatos serão avaliados conforme as normas internas e a legislação vigente.

O hospital onde o caso ocorreu foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização.

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